You Are Not a Gadget  ( March 3, 2010 )

Enquanto muitos continuam a olhar para Free de Chris Anderson como um futuro provável, Jaron Lanier, que popularizou o termo realidade virtual, vem agora dizer que esse modelo falhou…
Enfim, a tecnologia como ferramenta das sociedades não é uma ciência exacta, pelo que provavelmente nos vamos encontrar no meio.


Ver Jaron Lanier talks about the failure of web 2.0 with Aleks Krotoski 5min video

Ouvir You Are Not a Gadget 22min audio

Share/Save

Nuclear e Barragens  ( March 2, 2010 )

Não tenho duvidas que tudo tem impactos, nomeadamente no que diz respeito à produção de energia.
E que algumas escolhas são políticas, mais do que económicas, no sentido habitual do termo que considera essencialmente fluxos financeiros.
E, claro, nós só escolhemos quando temos alternativas.
Em relação ao nuclear e considerando todos os pros e contras que estão bem ilustrados nesta apresentação (ultima página) de uma sessão do cooltivate (uma espécie de mini-ted que se tem realizado no porto) e em que só falta acrescentar que o mito urbano de que o nuclear representa zero emissões de gases de efeito de estudo (ver estudo do rocky mountain institute sobre isto) tem que ser revisto, dizia, em relação ao nuclear a minha opção é claramente de que não é aceitavel assumir que vamos deixar residuos que vão ser perigosos durante largas centenas de anos enquanto não tivermos esgotado as outras alternativas. Talvez daqui a 30/40 anos quando houver novas centrais (ver apresentação de bill gates sobre investigação no nuclear) com outras caracteristicas possamos seguir por aí.
E qual é a grande alternativa? é a produção de negawatts, uma expressão criada acidentalmente por amory lovins mas que transmite a ideia de que podemos ir buscar mais energia às infraestruturas actuais ou reduzir o seu consumo através da eficiência.
Não tenho aqui referências mas já vi vários estudos que apontam para uma redução até 20% na necessidade de energia do país através da implementação de medidas de melhoria da eficiência energética. De notar ainda que esta opção pode também servir como proposta de valor para alguns negócios, ver por exemplo o "retrofit" do empire state building.
Isto leva-me à questão das barragens em portugal e especificamente às barragens projectadas para o tâmega e para o tua.

  • critica 1: produção de energia - as barragens projectadas pelo plano de barragens vao produzir mais 3% do total de energia. um maior aumento poderia ser conseguido se se procedesse à modernização das infraestruturas actualmente existentes. ler/ouvir intervenção de joão joanaz de melo.
  • critica 2: retenção de água - vários estudos apontam para que a fraca qualidade das águas dessas albufeiras nomeadamente devido ao fenómeno de eutrofização
  • critica 3: valia económica - no caso da barragem do tua o próprio estudo de impacto ambiental refere que a barragem não trás vantagens para a região e que só marginalmente é positiva para o país. ler/ouvir intervenção de nuno castro henriques.
  • critica 4: quanto vale um vale natural? desde cedo que nos habituamos a comparar coisas a partir do seu valor monetário, mas quando não temos esse valor monetário atribuido (como num vale natural) como podemos fazer essa comparação com a opção que nos dão? ler/ouvir intervenção de livia madureira
  • critica 5: justiça e mobilidade - não esquecer, em relação ao tua e á sua linha de comboio, que a zona de tras-os-montes foi já objecto do grande roubo quando nos anos 90 de uma forma ignóbil fecharam a ligação ferroviária até bragança. actualmente temos exemplos bem próximos de como uma infraestutura ferroviaria pode ser estrutura e explorada em beneficio da regiao. não esquecer que bragança é provavelmente a captial de distrito portuguesa mais proxima (geograficamente) de madrid
  • critica 6: condução do processo... agora só falta aqui o cimento.

Escolhas... não são fáceis, e tenho na memória algumas vozes que hoje dizem... "se soubesse que ia ser assim tinha preferido que se tivesse construido a barragem de foz coa".

Share/Save

Mercados Municipais no Porto  ( February 24, 2010 )

Gostava de deixar aqui algumas dúvidas relativamente aos mercados de frescos da cidade (Bolhão, Bom Sucesso, Foz, outros?).
Estas dúvidas surgem do acompanhamento dos projectos de recuperação / alteração / re-habilitação dos mesmos.
Não sei se sou representativo dos habitantes da cidade mas acho que só entrei uma ou duas vezes no Mercado do Bom Sucesso, e não comprei nada, foi mesmo só para ficar a conhecer, e já há bastante tempo que não vou ao Bolhão.
Por isso não consigo dizer rapidamente que o que está a ser proposto para esses mercados (quando conseguimos saber o que é proposto) não faz sentido, e da mesma forma não consigo dizer que o que as diferentes plataformas cívicas de apoio a esses mercados (Mercado do Bom Sucesso Vivo! e Movimento Cívico e Estudantil Contra a Demolição do Bolhão) defendem são as melhores propostas.

  • Estarão essas infraestruturas adaptadas às necessidades modernas, não só a nível de infraestruturas mas também horários de funcionamento?
    E aqui sou principalmente crítico na questão dos horários porque parto do principio (talvez errado) de que os vendedores ainda podem fazer mais do que fazem actualmente para estarem ao meu dispor no horário que me interessa;
  • Poderão os mercados municipais existentes (como infraestrutura) no Porto estar sobredimensionados?
    Pergunto isto porque o que vejo como concorrentes a esses mercados, nomeadamente os supermercados de cadeias como o Pingo Doce ou Minipreço, tem áreas bastante menores;
  • Serão os produtos aí vendidos suficientemente diferenciados em relação à oferta existente nos seus concorrentes?
    Como disse em cima não frequento regularmente os mercados tradicionais pelo que provavelmente não tenho a visão correcta daquilo que é disponibilizado nesses mercados, mas a ideia que tenho é que grande parte do que é aí vendido pode também ser encontrado em outros pontos de venda;
  • Que exemplos, em Portugal e em ambiente urbano, temos de mercados municipais que continuam dinâmicos?
    Eu sei que normalmente nestas discussões surgem sempre os exemplos de Barcelona ou Londres mas gostava de ter exemplos mais próximos da nossa realidade, que tenham tido de se adaptar à forma de ser dos portugueses enquanto consumidores.

Algumas destas dúvidas também se aplicam em parte ao chamado comércio tradicional.

Share/Save

Apontamentos da Assembleia Municipal do Porto, 8-fev-2010  ( February 21, 2010 )

apresentação da proposta da cdu - ASSEMBLEIA MUNICIPAL EXTRAORDINÁRIA SOBRE A ZONA ORIENTAL DO PORTO

rodrigo oliveira (ps)

  • são muito poucas as nódoas negras que persistem
  • com fernando gomes zona oriental teve grande desenvolvimento
  • atraso estrutural muito grande
  • focar zona para lá da circunvalação
  • classificação em 1961 da zona como espaço verde(??) impediu qualquer tipo de construção
  • 2001 deixaram projectos preparados para arrancar
  • nota ainda para a intervenção de fernando gomes no desenho da vci a acrescentar os nós do mercado abastecedor e de bonjoia
  • pdm do porto foi castrador para o desenvolvimento de campanhã
  • a lentidão da implementação das UOPG
  • projecto de mário navega
  • belmiro de azevedo terá plano para a fábrica do cobre para criar condominio privado aí
  • projectos que poderiam ter levado para a zona centenas de familias
  • projecto de gimnodesportivo que ficou or fazer
  • tem em projecto a criação de um livro que espera lançar durante este ano sobre os ultimos 50 anos da freguesia de campanhã (que representa 1/5 da área do concelho)
  • praça da corujeira, em 1992 foi remodelada, em 2001 estava em bom estado inclusive com um parque infantil e agora está degradada e o parque infantil desapareceu
  • nos últimos dez anos quase não se fez nada na freguesia

pedido de esclarecimento de paulo rios (psd)
1. o que foi feito com os dinheiros do urban 1 e urban 2
2. programa bairros criticos
3. investimento no parque escolar de responsabilidade da camara
resposta
1. acabou-se com o bairro da mitra, comprou-se a quinta e casa de bonjoia, comprada e recuperada a casa das glicinias
2. não conhece => falou posteriormente ernesto santos (ps)
3. não respondeu

alda macedo (be)

  • não há fatalidades em política
  • necessidade de transformar o que está planeado nas UOPG em acção
  • importante melhorar a rede transportes nessa zona da cidade
  • diminuição constante das tranferencias da autarquia para as freguesias
  • fecho da fundação para o desenvolvimento do vale de campanhã que trabalhava especificamente esta zona da cidade
  • bairro s. joão de deus em que se limitou a deitar abaixo o que lá havia

ernesto santos (ps)

  • necessário diminuir as assimetrias
  • subsistem 232 ilhas em campanhã
  • quando são atribuidas casas as anteriores habitações deveriam ser seladas para impedir a sua reocupação por outras pessoas
  • sobre os bairros criticos, espera em breve ter obras no terreno

pedido de esclarecimento de paulo rios (ps)
1. quando é que apareceram as ilhas
2. que novidades tem sobre os bairros criticos já que são necessários 2 cheques, da camara e do governo (ihru) e a camara só avança depois de ter garantido o dinheiro do governo

resposta 1. - problema são as ilhas privadas. as entidades públicas não conseguem fazer nada em relação a isso
resposta 2. - é uma esperança

andré noronha (cds)

  • atraso estrutural de campanhã
  • atraso de bem mais de 100 anos
  • dos ultimos 20 anos, estes 8 ultimos foram aqueles em que mais se fez em campanhã
  • 65M€ acessibilidades
  • 34M€ espaço público
  • parque oriental (construidos os primeiros 10ha)
  • 17M€ reabilitação
  • 552 fogos intervencionados
  • 10 UOPG para implementar
  • bairro s. vicente de paulo
  • portuenses juntos por campanhã

jorge martins (ps)

  • estranha que a moção da cdu ponha a tónica na falta de investimentos materiais e não por exemplo na educação

sara santos (cdu)

  • demora na implementação do projecto bairros criticos
  • 2005 - definição
  • 2006 - aprovação (p.m.)
  • 2007/2011 - deveriam ser as datas de implementação
  • já foi prolongado até 2012
  • não há intervenções nos interiores das casas

marta pereira (cdu)
parque oriental
2002 - criado gabiente parque oriental

Moção sobre diversas carências da Zona Oriental, intervenção do deputado municipal Miguel Silva

josé castro (be)

  • coesão social
  • sentido de pertença a uma comunidade
  • maior fractura social dos ultimos dez anos
  • privatização do palácio do freixo
  • habitação como principal instrumentos para a coesão social
  • nenhuma construção social na cidade
  • portugal <5% habitação social, resto da europa >20%
  • redução das transferencias para as freguesias, por exemplo -50% de 2002-2008 para a j.f. s. nicolau

paulo rios (psd)

  • chocado e indignado com possivel aproveitamento politico das situações expostas
  • que cidade no mundo não tem estas imagens? [de pessoas a viver em habitações sem condições]
  • investimentos feitos na area da educação (da responsabilidade da cmp) que se limite ao ensino basico

artur ribeiro (cdu)

  • necessidade de descriminação positiva para a zona oriental

paulo rios (psd)

  • dificil discutir e votar moções que são entregues às seis da tarde
  • muitas das criticas apresentadas deveriam ser reencaminhadas para o mai, moptc, msaude,...

Share/Save

Debate Juventudes Partidárias  ( February 12, 2010 )

O ano passado, antes das eleições legislativas, fui assistir a um debate na Associação Comercial do Porto com os 5 cabeças de lista dos diferentes partidos pelo distrito do Porto. Na sala estariam no máximo umas 40 pessoas para ouvir as propostas dos intervenientes (direccionadas principalmente para o tema da gestão autónoma do Aeroporto Sá Carneiro).
Ontem na Universidade Católica, no "Debate Juventudes Partidárias - Políticas em tempo de Crise" estavam seguramente mais de 100 pessoas.
Isto num país que está sempre a queixar-se de que os jovens não se interessam pela política, que não têm participação relevante em actividades cívicas... se calhar estamos a dirigir essas criticas para a faixa etária errada...
Vimos ontem cinco jovens, uns com os discursos mais bem preparados que outros, uns com maior à vontade que outros, a responder a perguntas e a apresentar as ideias que defendem, e todos com alguma repetição de frases e ideias dos colegas mais seniores dos seus partidos.
Mas diria que isso se deveu principalmente ao tema escolhido, a questão da crise actual, como chegamos lá, o que cada partido acha que foi feito mal e o que deveria ser feito para mudar.
Neste ponto concordo com o que disse o Filipe Costa da JCP ao dizer que achava um bocado estratosférica a discussão, que se deveria centrar mais na educação, precariedade do mercado de emprego dos jovens.
No geral foi uma iniciativa muito interessante, fiquei curioso para ver as próximas sessões.
Acho que pode funcionar como pretexto para pessoas com diferentes ideias/ideologias(?) se cruzarem e se conhecerem melhor.
Tenho algumas dúvidas se funcionará tão bem para a criação de novas ideias já que isso implica um desligar da simples lógica partidária, e isso foi algo que não vi ontem. Espero estar enganado.

Share/Save