MagicAjax Stack Overflow

Date September 4, 2008

Ele há coisas que às vezes não podemos questionar, como por exemplo usar um componente que ficou pela versão 0.3.0 a qual saiu em 2-set-2006.
nestas alturas, se alguma coisa corre mal é bom que haja um forum do produto disponivel para tirar as dúvidas que aparecem.

felizmente foi o caso e consegui resolver o meu problema de stack overflow ao utilizar o MagicAjax.
“Stack overflow at line: 358″

“the problem occurs when the Page.MaintainScrollPositionOnPostBack is set to true.”

embora o stack overflow seja um erro mítico (daí talvez a escolha do nome para o site stackoverflow.com), a verdade é que já não me lembrava de o ter desde os tempos do basic e dos milhares de go-tos que usava.

Comunicação

Date August 29, 2008

A propósito deste infeliz acidente em que um veiculo do metro atropelou uma pessoa eu tive o azar de chegar a essa estação poucos minutos depois do sucedido.
Ainda fiquei um pouco à espera para ver se a coisa se resolvia rapidamente quando na instalação sonora se ouve a senhora que usualmente nos avisa que a metro do porto está a proceder a acções de fiscalização a dizer-nos que “a circulação comercial só se está a efectuar no cais 1“. Foi o meu momento WTF…

A opção de dar feedback aos utilizadores quando alguma coisa demora mais do que é esperado é quase uma obrigação tendo em conta tudo o que se sabe sobre a gestão de interacção entre sistemas e pessoas.
No entanto esse feedback tem que ser dado de uma forma concisa e clara. Para além disso a comunicação tem que ser de tal forma que o modelo mental da pessoa, ao ouvi-la, seja compativel com o modelo de quem criou essa mensagem de forma a que o contexto implicito dessa mensagem seja igual nos dois actores (emissor, receptor)

Aqui a mensagem realmente é concisa, mas clara? isso já não me parece. Para além disso dá azo a diferentes interpretações.  Essencialmente o que falhou foi a adequação do discurso aos utilizadores.

Analisando a frase “a circulação comercial só se está a efecutar no cais 1″” consideremos inicialmente a primeira parte: “circulação comercial”. Logo aqui surge a primeira dúvida, que outro tipo de circulação é possível na linha do metro? eu como utilizador normal sei ou é expectável que saiba que há outro tipo de circulação? será que existe alguma circulação de emergência eventualmente com outro tipo de veículos que nestes casos possa circular na linha?

versão 1: a circulação do metro só se está a efectuar no cais 1

Ignorando esta primeira parte e assumindo que percebemos que quer dizer algo com a circulação dos veiculos que normalmente utilizamos consideremos a indicação do “cais 1″. Embora a terminologia cais 1, 2, etc. seja constante na rede a minha dúvida é se será que alguém sabe quando está à espera do metro se está no cais 1 ou 2? Eu pessoalmente não sei, claro que não sei se sou representativo dos utilizadores do metro mas parece-me muito mais lógico saber que estou no cais que me leva no sentido A=>B ou em direcção a B. Claro que esta é uma dúvida que facilmente esclarecemos, basta olhar para o placard informativo e vemos em que cais estamos.

versão 2: a circulação do metro só se está a efectuar no cais do sentido porto/matosinhos

Esta versão parece-me um pouco mais percepitvel que a inicial “a circulação comercial só se está a efecutar no cais 1″. Mas mesmo assim não é completamente explícita… o facto de a circulação só se fazer por um cais quer dizer que só se faz nesse sentido? ou será que a metro do porto tem algum mecanismo para nestas situações de obstrução de uma linha permitir a composições do metro que circulem em direcções opostas partilhar uma outra linha? será que é uma dúvida que não faz sentido e eu estou a exagerar nas minhas suposições? não sei… a mim parece-me legitimo considerar que há esta opção se não para que é que referiram na frase explicitamente o único cais que ainda estava a funcionar?

Como disse não sei sequer se é possivel fazer isso de partilhar a mesma linha para metros em sentidos distintos mas a frase que ouvi e os poucos conhecimentos da realidade do metro do porto (e dos outros) permite-me construir essa ideia. ou seja, provavelmente há uma dissonância entre o modelo mental da pessoa que escreveu a mensagem que conhece perfeitamente a rede do metro, regras gerais da sua utilização pelas composições, etc. e a minha.
Esta última questão poderia ser eliminada revendo ligeiramente a segunda versão que tinha proposta. Porque não uma destas opções:

versão 3.1: o metro só está a circular no sentido porto/matosinhos
ou
versão 3.2: a circulação no sentido matosinhos/porto está suspensa.

Eu pessoalmente gosto mais da ultima versão que ainda assim poderia / deveria ser melhorada com a indicação sucinta do motivo desta suspensão de forma a permitir enquadrar esta espera extraordinária, já que por exemplo uma suspensão da circulação motivada por acidente de trânsito provoca uma resposta diferente de uma suspensão de circulação motivada por exemplo por uma greve ou por um problema técnico.

Uma nota pessoal, não deixa de ser curioso que durante a minha espera inicial no cais 2 e depois na paragem do autocarro, para passar o tempo, estava a ler o artigo “The Psychology of Waiting Lines” de Don Norman. Ele há cada coincidência…

TGV

Date August 27, 2008

Numa conversa paralela a propósito do acidente na linha do Tua veio à baila a questão dos investimentos públicos, nomeadamente o TGV. Para rever um pouco o que já foi falado resolvi fazer um apanhado de alguns artigos relaccionados com essa temática.

algumas questões associadas ao tgv
- investir em ferrovia: sim ou não => tgv e/ou bitola iberica vs bitola europeia
- linha tgv para mercadorias
- tipo de ligação do porto a vigo?
- passagem pelo aeroporto sa carneiro
- integração com a rede espanhola
- traçado escolhido

mercadorias
http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain.asp%3Fpage%3D34%26dt%3D20080817%26id%3D14109076%26c%3DA%26web%3DEI
http://www.porto.taf.net/dp/node/4363

mapa com rede espanhola de alta velocidade - modernização + questão da ligação porto/vigo nao ser em tgv
http://www.porto.taf.net/dp/node/2371
http://www.porto.taf.net/dp/node/2386

sobre a relação alta velocidade / low costs
http://www.porto.taf.net/dp/node/1233

tunel aeroporto campanha
http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain.asp%3Fpage%3D25%26dt%3D20071026%26id%3D12160978%26c%3DB

traçado escolhido
http://jpn.icicom.up.pt/2007/04/27/rui_moreira_sobre_o_tgv_lisboa_aceitou_ser_capital_provincial_espanhola.html

possibilidade de revitalização da linha do douro
http://pwp.netcabo.pt/0165582701/artigo1.html

falácias sobre o invesimento do MOPTC
http://www.maquinistas.org/pdfs_hos/falacias_do_MOPTC.pdf

notícia patrocinada pelo canal memória - Primeiro troço do TGV ligará Porto a Vigo: 24.10.2003
http://dossiers.publico.pt/noticia.aspx?idCanal=1093&id=1172396

potencialidades do TGV: +empregos e participação de empresas portuguesas na sua construção
http://jpn.icicom.up.pt/2005/12/13/tgv_vai_criar_100_mil_novos_empregos.html

sobre os custos do tgv: não vai ser possivel recuperar o investimento na infraestrutura
http://www.mundopt.com/n-tgv-vai-custar-o-dobro-da-ota-8177.html
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=325018

Sobre a Petição de Regionlização

Date August 24, 2008

Declaração de voto
Em relação à petição pela Regionalização que está aqui, eu assinei-a porque acho que concordo com aquilo que acho que eles queriam dizer… é inevitável, qualquer futuro referendo vai estar dependente não do que estiver escrito na pergunta mas na imagem que as pessoas criarem à volta do tema.
Parece-me no entanto que deveria ter um texto menos dado a subjectividades e totalmente “blindado” no que diz respeito a algumas afirmações. Genericamente gostava de ver os indicadores apresentados, suportados por dados ou pela indicação da sua fonte.
Um ponto que acho que deveria ter sido incluido era um que demonstrasse a evolução (a meu ver) negativa dos indicadores no periodo de 1974/2008 já que me parece ser a demonstração mais evidente de que alguma coisa tem que ser feita.
Revendo ponto por ponto:
(1) qual a fonte? ine? banco de portugal? outro? quais os indicadores seleccionados?
(2) “proporções alarmantes” => parece-me uma interpretação pessoal e subjectiva dos dados indicados no ponto (1) eu até posso concordar com o adjectivo mas não me parece que se ganhe nada em incluir este elemento opinativo na declaração.
(3) mais uma vez qual o estudo e ou organismo que publica esses dados? penso que na primeira sessão das conferencias da CMP sobre regionalização foram referidos esses números mas gostava de poder confrontar directamente quem questiona essa informação com dados precisos e não só com diz-que-disse.
(4.1) “contribuirão para a democraticidade da administração dos interesses públicos regionais” => como? na medida em que é mais fácil identificar e responsabilizar os actores locais eliminando assim o efeito de difusão de responsabilidades gerado por exemplo pelos deputados que são actualmente eleitos por disitrito mas que devem representar todo o país, o que normalmente se reflete em não representar nenhuma parte do país?
(4.2) a frase as regiões contribuirão para a “redução do número dos responsáveis políticos actualmente existentes a nível dos 18 distritos” parece-me no minimo polémica. como podem garantir isso? eu teria formulado a frase de outra forma no sentido de indicar que uma regionalização só deveria ir a avante se, entre outras coisas, resultasse numa redução do número de responsáveis políticos e já agora administrativos.
(5) “devem contribuir para o equilíbrio das finanças públicas” - neste ponto e como já foi proposto por algumas pessoas gostaria de algo mais vinculativo, objectivo e mensurável do que o simples contribuir para o equilibrio. o que é esse equilibrio? como é medido? quais as metas a cumprir, de longo prazo e curto prazo? quais as penalizações por não as cumprir.
(7) afirmação no minimo polémica… se calhar são as regiões possíveis mas daí até dizer que é um modelo “bastante consensual”…
(8) eu sei que a constituição é o pilar de todo o edificio jurídico mas a verdade é que esta inconstitucionalidade por omissão só teria impacto se nós tivessemos a noção de que todas as leis que são feitas em portugal são-o para serem cumpridas… para além disso, como também já ouvi dizer, durante muito tempo a consituição apontava para a implementação de uma sociedade socialista e entretanto isso desapareceu.
(9) “Numa época em que a participação cívica e política na vida colectiva, sobretudo ao nível das novas gerações é cada vez menor…” Apesar de ter sido isso que o P.R. focou, a verdade é que não é isso que está escrito no estudo. cf. estudo “Os Jovens e a Política” em pag.3 “os índices de participação social dos jovens são mais elevados do que os da restante população”; e outras apreciações ao documento por exemplo aqui.
(10) wishful thinking e deveria ser apresentado como tal.

standing on the shoulders of giants

Date August 21, 2008

Standing on the shoulders of giants representa a ideia inversa do sindrome not invented here e acho que é uma boa caracterização da forma como o desenvolvimento das ferramentas de suporte à web2.0 tem ocorrido.
Uma das áreas em que isto é mais visivel é a da utilização de JavaScript para desenvolvimento de novas funcionalidades dentro do browser. Esta linguagem que já foi considerada menor por muita gente - provavelmente porque era muito fácil de utilizar - e que devido às diferentes implementações quer da linguagem quer do DOM dos diferentes browsers não era considerada fiável está a ganhar o seu lugar próprio na hierarquia das linguagens de programação.
A principal razão é o aparecimento de várias frameworks que permitem ultrapassar a questão do browser já que criam uma camada de abstracção acima deles que nos permite programar para a framework sem ter que nos preocupar com o ammbiente (normalmente o browser) onde está a ser usado.
Finalmente, a massa crítica que estas frameworks estão a criar á sua volta, bem como a facilidade em as ampliar através de plugins está a desenvolver toda uma rede de potencialidades que está a aumentar de forma significativa aquilo que se pode fazer dentro do browser sem ter que recorrer a outras tecnologias mais ou menos fechadas com o flash.
Claro que não adianta ter as ferramentas de desenvolvimento se não tivermos infraestrutura para as utilizar. É aqui que entram os serviços web com apis públicas que nos permitem criar novas aplicações.
Ou seja finalmente estamos a assumir quando criamos um pedaço de código que ele irá ser usado não só para aquilo que foi pensado mas também para outras coisas que nunca nos lembrariamos de fazer.

Tudo isto para dizer que ultimamente tenho dado mais atenção a coisas como jQuery, e alguns dos seus plugins como o jQuery.Sparkline, o projecto Simile-Widgets, e algumas APIs, nomeadamente as Google Data APIs e os Amazon Web Services.