Encontrado numa pilha de livros I

Strategic interaction in local fiscal policy : evidence from Portuguese Municipalities
“Results indicate that local governments’ spending decisions are significantly influenced by the actions of neighbouring municipalities. For total expenditures, there is evidence that a 10% increase in nearby municipalities’ expenditures boosts expenditures in a given municipality by around 3.8%.”

Seria curioso perceber onde é aplicado o aumento, talvez psicologicamente induzido, da despesa… será por efeito de cópia? se ele tem uma piscina municipal então também quero ter uma no meu municipio…
ADN20 – avaliação do desenvolvimento da Região Norte / 20 anos de investimentos
“organização social em simbiose com um sistema produtivo local – falamos na Região Norte do Vale do Ave, por exemplo – se torna, após a falência do referido sistema produtivo e pré-colapso do tecido social, um enorme obstáculo (ou défice de resiliência) à transformação e adaptação a uma nova economia e aos novos modos e estilos de vida.”
“A análise económica permitiu concluir que a Região Norte se mostrou em grande medida incapaz de rentabilizar boa parte do investimento público realizado (pelo menos no período em análise) não obstante alguma evidência de uma capacidade de mobilização dos recursos endógenos, através do efeito de “crowding in” que aqueles investimentos públicos terão exercido sobre o investimento privado, estimulando-o”

ouch 694 paginas!!!
analise a partir de estudo de AIA. poderia ser interessante fazer uma apresentação deste estudo na Campo Aberto

Artes Performativas: Despesa Pública e Procura em Portugal
o tema das artes e relação com o dinheiro é interessante porque na minha opinião pode servir de modelo para algumas questões sociais. como avaliamos o impacto de algo dificil de contabilizar? como decidimos quanto dinheiro atribuimos a esses sectores? onde estão os efeitos multiplicadores?

“Conclui-se que a lei de Baumol é verificada nas despesas da cultura em Portugal e são retiradas as implicações de política cultural.”
“Assim, todos os pressupostos do sector da cultura no quadro das teorias do bem-estar (a subsidiação permite a produção na quantidade necessária; geração de externalidades positivas; bem de mérito; eficiência e equidade no acesso às artes) não têm reflexo, do ponto de vista económico, nos resultados esperados decorrentes das políticas culturais adoptadas em Portugal, o que ameaça a continuidade do sector. De facto, em Portugal não se verifica a conexão da despesa pública com a procura de espectáculos culturais. Deste modo, as políticas de intervenção pública adoptadas revelam, do ponto de vista económico, pouca adesão à realidade do panorama cultural português, não tendo impactos directos na promoção da procura de espectáculos culturais.”

virtlab – federated virtual environments

A Gestão da Experiência do Consumidor no Ponto de Venda O Caso da Hello Kitty em Portugal.
“Em suma, analisando a estratégia da empresa, uma conclusão que se pode retirar é que a empresa tem procedido à `experimentação de conceitos´ que associado a factores, como inovação e diferenciação, pode traduzir-se em oportunidades estratégicas – como qual o
melhor conceito de loja – e em oportunidades para os consumidores, na medida em que permite viver experiências no ponto de venda de uma mesma marca de forma diferen-ciada.”
ou isso ou não há estratégia :)

Imagética de crianças do Norte de Portugal sobre o seu quotidiano : terapia vivencial de imagens mentais, conversações e desenhos
ainda não percebi muito bem o interesse, mas…

TUIs vs. GUIs : comparing the learning potential
“In an effort to better understand the learning potential of a tangible interface, we conducted a comparison study between a tangible and a traditional graphical user interface for teaching preschoolers (In Portugal, children enter preschool at the age of three and they attend it till entering school, normally at the age of six) about good oral hygiene.”

“The results suggest that the tangible interface was capable of promoting a stronger and long-lasting involvement having a greater potential to engage children, therefore potentially promoting learning”

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Mais reabilitação low-cost

Parece que andamos todos a pensar no mesmo e ainda bem. Agora só é preciso fazer acontecer :)

Projecto Casas Low Cost quer recuperar a Baixa do Porto “a preços realistas
Trabalhar com marcas portuguesas e sensibilizar investidores e proprietários para recuperar habitações “a preços realistas” são algumas das marcas do projecto Casas Low Cost, lançado pela equipa do Plano B para dar um novo impulso à reabilitação da Baixa do Porto.

Prédios devolutos low cost a quem os reabilitar
“O projeto de Sydney Fernandes, 21 anos, programador e webdesigner, pretende matar dois coelhos de uma só vez – acabar com as casas devolutas ou em mau estado e impulsionar o mercado de arrendamento.”

Reabilitar as cidades não custa nada
“O objectivo deste projecto (…) é criar uma organização sem fins lucrativos para reabilitar as cidades, sem custos para senhorios e proprietários. Isto é possível graças a estudantes de Engenharia e de Arquitectura, não só de Portugal, mas de toda a Europa, que poderão voluntariar-se para “conceber e realizar os projectos usando materiais de construção doados” por empresas fornecedoras, a troco de isenções fiscais.
“Os projectos de requalificação poderiam, assim, ser “casos de estudo em cursos específicos de reabilitação de edifícios”, o que levaria a um melhor acompanhamento técnico por parte dos professores e alunos especialistas.”

De notar que, tal como foi falado na ultiam edição do cidades pela retoma onde falamos deste tema, para além dos alunos este tipo de projecto pode servir também como forma de atribuir novas competências a profissionais da área da construção que estão mais habituados à construção tradicional (dos ultimos 20/30 anos) com betão e placas e coisas assim.

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Uma ideia para a recuperação da baixa

Este artigo do Miguel Barbot, os exemplos da Quinta Musa das Fontinhas,  e Es.Col.A bem como o projecto WochenKlausur levaram-me a pensar o que poderia ser um projecto de comodato (ou similar) mas para habitação familiar.
É provável que até já tenha sido falado aqui na baixa mas não me lembro de o ter visto.

A ideia seria as pessoas poderem ocupar casas vazias pagando um montante que seria aplicado em obras nessa própria habitação, ou seja o valor da renda seria convertido em obras de manutenção (numa espécie de pagamento em géneros) e assim em vez de termos casas vazias a estragarem-se poderíamos ter casas ocupadas a serem recuperadas.

O incentivo para quem procura casa poderia ser um valor de renda menor que o das casas actualmente no mercado de arrendamento e o incentivo para quem tem as casas abandonadas e que muitas vezes está descapitalizado, eventualmente por ter sido vitima da lei das rendas, seria ficar com um património mais valorizado.
Também poderíamos jogar com um incentivo negativo ou seja os proprietários que preferissem ter as casas abandonadas fora deste programa poderiam ver o seu imi (ainda) mais agravado.

Claro que o apelo para ir morar numa casa velha a precisar de obras não atrai todos, será provavelmente mais interessante para alguns estudantes, famílias com rendimentos muito baixos e eventualmente alguns casais em inicio de vida, ou seja esta proposta não resolve a totalidade dos problemas associados ao abandono das cidades mas penso que poderia ser mais uma ferramenta para combater isso.

Outro problema habitual nestas coisas de imóveis antigos é saber de quem são as casas, seja porque não há cadastros ou estão desactualizados (que se insiste em não actualizar provavelmente porque não sabendo quem são os donos essas pessoas não têm que pagar o imposto devido) ou qualquer outra razão.
Assumindo que todas as obras efectuadas seriam para melhorar o estado de conservação da casa (isso seria algo que provavelmente teria que ser definido e/ou validado ao longo do tempo) e que não haveria pagamentos a fazer ao proprietário da casa, já que tudo era convertido em obras, esse problema talvez pudesse ser ultrapassado havendo uma entidade independente que intermediasse este processo, por exemplo as câmaras municipais e/ou freguesias.

Cenários
- Moradias do sec. xix, parecidas com estas - arrendamento a 5 estudantes, cada um paga 150€/mês ao fim de um ano teríamos 5*12*150€ = 9000€ para aplicar em obras;
- Prédio 3 andares como este, 3 apartamentos t2 + loja, 1 empresário 150€ + 1 familia 200€ + 2 estudantes por apartamento = 150€ + 200€ + 4*100€ = 9000€ para aplicar em obras;

Estamos a falar de investimentos curtos mas que poderiam até ser feitos em conjunto com a ideia (readaptada ou não) das hipotecas invertidas do José Ferraz Alves para dar um impulso inicial maior, por exemplo garantir que no primeiro ano o investimento era no minimo 20000€ ou garantir que o valor anual da renda estava disponivel para obras logo no primeiro mês.

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fechar o pais, ou parte dele pelo menos

Há uns três anos atrás, aproveitando outra reflexão, sugeri que em vez de se construir uma auto-estrada transmontana que quase a unica coisa que vai fazer é tornar pago o único acesso moderno ao interior, se optasse por reformular as ligações internas às capitais de concelho do distrito de Bragança e ligações a Espanha.

Isto porque me parecia que 310M€ para converter o não muito bom mas relativamente seguro e aceitável ip4 entre Vila Real e Bragança era dinheiro mal gasto, ainda para mais dinheiro que não tinhamos e ainda para mais quando podia ser gasto em investimento (em estradas) mais produtivo.

Agora, com as obras a meio, com cortes sucessivos no ip4 que nos levam a revisitar a EN15 (onde eu demorava umas 5 horas para fazer porto-bragança) resolvem fechar a torneira e suspender as obras por 90 dias.

É justo, como o fecho de vigo/valença para poder comprar carros para os administradores da cp, todos temos que participar na ajuda ao país.
Pena que tenha que se impor isso a quem já não tem ligações ferroviárias (quando há 50 anos eram dezenas de quilómetros), não tem ligações rodoviárias decentes e as que tem são sempre as últimas a ser construídas.

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Decisões óbvias

Os senhores que conseguem fazer horários de comboio deste género

Chega urbano do Porto às 7.44 mas partiu um regional às 7.42
Chega urbano do Porto às 8.44 mas partiu um regional às 8.33
Chega urbano do Porto às 10.44 e parte um regional às 10.45 (!!!))

e que por isso são recompensados com prémios destes


“José Benoliel, presidente do conselho de administração, Alfredo Vicente Pereira, vice-presidente, Nuno Moreira e Madalena Sousa, ambos vogais, contam cada um com um Mercedes E220CDI Elegance e Cristina Dias, que é também vogal, utiliza um Mercedes E 220CDI Avantgarde.”

resolveram tirar mais um coelho da cartola e vão fechar a ligação valença / vigo / valença.

Medida óvia e sensata quando se opta pelo desinvestimento contínuo em infraestruturas com > 100 anos (a linha propriamente dita) ou > 20 (no caso dos comboios)

O que achei curioso foi que desta vez não foi preciso que acontececem uma série de incidentes que nunca antes tinham acontecido (como no tua) ou que se usasse o eufemismo de dizer que vamos fechar só temporariamente para melhorar as infraestruturas (como no caso do corgo) e também não se recorreu à vergonha do apagão e transporte às escondidas (esperavam eles) do material circulante (como no caso de bragança).

Não, desta vez é um simples “por não estarem reunidas as condições para a continuidade da exploração, a partir de 10 de Julho de 2011 o serviço no trajecto Valença / Vigo / Valença será suprimido”

E assim terminam 125 anos de ligações Porto-Galiza!!!!!!!!
Exportar é preciso… mas só se for de carro, e entretanto temos um aeroporto novinho em Beja que recebe meia dúzia de voos por semana

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Como participar no projecto DespesaPublica.com

Os Dados

Um dos pontos mais importantes do projecto é a partilha e colaboração e nesse sentido disponibilizamos recentemente os dados de suporte ao site.
O objectivo é que cada um possa explorar a informação da forma que quiser e eventualmente contribuir para o projecto de forma a acrescentar funcionalidades, explorações de dados, análises, etc.
Se não tem conhecimentos em SQL e necessita de ter os dados exportados de alguma forma para o ajudar na sua análise, diga-nos o que pretende e para quê, que nós efectuamos uma exportação com esses requisitos.
Os dados são gerados todas as sextas-feiras:

Dados em CSV (Excel): http://dl.dropbox.com/u/29300801/DespesaPublica_Dados_csv.zip (90MB)
Dados em SQL: http://dl.dropbox.com/u/29300801/DespesaPublica_Dados_sql.zip (90Mb)
Tabelas do site em SQL: http://dl.dropbox.com/u/29300801/DespesaPublica_site.zip (30kb)

O Facebook

Está disponível desde o início do projecto a página do DespesaPublica no Facebook que serve por um lado para que as pessoas interessadas no projecto possam comunicar entre elas, mas também para divulgar novidades, análises e outros projectos semelhantes. Serve ainda para aumentar a visibilidade deste projecto, todos somos poucos por isso partilhem a nossa página no facebook.
http://www.facebook.com/pages/Despesa-P%C3%BAblica/196404600397657?ref=ts

A Lista de Sugestões

Para determinarmos quais as funcionalidades que devemos acrescentar ao site temos disponível uma lista de sugestões em que qualquer pessoa pode sugerir uma nova funcionalidade ou votar nas já existentes. Isto está acessível a partir do facebook, na barra lateral, ou acedendo directamente a uservoice.despesapublica.com
Estas sugestões serão implementadas de acordo com a disponibilidade de recursos (técnicos e humanos) e a exequibilidade dos mesmos.
https://despesapublica.uservoice.com/

A Lista de Discussão

Para quem quiser seguir o desenvolvimento do projecto mais de perto existe também uma lista de discussão em google groups. Esta lista será essencialmente usada para quem quiser contribuir activamente no projecto, seja a desenvolver funcionalidades, a discutir novas áreas que podemos abordar ou por exemplo a preparar sessões de apresentação do despesapublica na vossa comunidade.
http://groups.google.com/group/despesapublica

O Código

O código do despesapublica.com é open source com a licença GPL.
É feito em php e mysql, utilizando a plataforma silverstripe, se tiver conhecimentos nestas tecnologias e quer contribuir com novas funcionalidades ou correcções, pode obter o código no github e participar na lista de discussão do google.
https://github.com/despesapublica/

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Como implementar uma cultura de utilização de dados publicos de organismos locais

Aqui ficam umas notas sobre como iniciar um processo de criação de uma cultura de utilização de dados publicos de organismos locais através da colaboração entre estado, empresas e cidadãos.
(nota: baseado num email que enviei a um responsavel de uma entidade publica)

Algum contexto primeiro
Nos últimos anos tenho acompanhado um pouco a questão dos dados públicos (open data e open gov) e tenho escrito alguma coisa sobre isso (http://blog.osmeusapontamentos.com/index.php/tag/open-data) mas de uma forma rápida diria que a minha posição em relação a isso resume-se a estes pontos
- acho que os dados recolhidos por entidades publicas deveriam ser públicos, disponiveis sem encargos, em formatos abertos e automatizáveis;
- percebo que essa não é a cultura portuguesa e de grande parte das instituições públicas portuguesas pelo que por enquanto contento-me com pequenos passos que sejam dados nesse sentido;
- acredito que no longo prazo, para algumas coisas, as intituições públicas não terão que disponibilizar aplicações que utilizam os dados que recolheram porque, sendo esses dados publicos, alguém (empresas, universidades, cidadãos …) poderá fazer esse trabalho;
- e acho que para caminharmos neste sentido não só os cidadãos têm que mostrar interesse nessa informação mas também os programadores e designers têm que criar casos práticos do que poderia ser feito se determinada informação fosse pública.
Por isso é que participei, com diferentes niveis de esforço, nos projectos despesapublica.com (despesapublica.com) e democratica (https://demo.cratica.org/)
Penso que são dois exemplos de como utilizar informação pública para criar novas aplicações que trazem valor para o cidadão. (ouvir também em http://podcast.zwame.pt/1210/podcast/showcasept/showcasept24-vitor-silva-despesapublica-com/)

Objectivo Final
Como disse em cima acho que no longo prazo, pelo menos para algum tipo de aplicações, as organizações públicas não terão elas próprias que desenvolver as aplicações que usam dados públicos, seja por falta de recursos, seja pela dificuldade em perceber os use-cases que os cidadãos pretendem ver implementados.
Assim a ideia de fundo é abrir toda a informação. Disponibiliza-la graciosamente em formatos abertos e automatizáveis.

Como Concretizar
Como tudo isto levanta novas questões, quer para as entidades públicas, quer para os cidadãos, a forma que me parece que poderá resultar melhor para conseguirmos o objectivo de fornecer melhores serviços aos cidadãos através do uso de dados públicos é começar com alguma(s) sessões mais técnicas com a participação de designers e developers onde se trabalhasse em cima de dados que a [ENTIDADEPUBLICA] disponibilizaria.
Aliás esta sessão poderia até ser precedida de uma espécie de brainstorming em que interessados poderiam sugerir projectos para os quais a [ENTIDADEPUBLICA] verificaria a disponibilidade de informação. A ideia seria primeiro perceber quais são os dados mais “apetecíveis” para depois se confrontar com a exequibilidade de obter esses dados. Desta forma quando tivessemos sessões técnicas já teriamos dados disponiveis para trabalhar.
Este ponto é importante na medida em que a obtenção de dados é um dos factores mais criticos para estes projectos na medida em que não estando facilmente disponiveis criam uma entropia suficientemente grande para não se conseguir atingir uma velocidade de desenvolvimento suficiente para manter as pessoas motivadas nestes projectos.

Eventuais Parcerias
Este tema da exploração da informação pública poderá servir de estimulo para a criação de várias sinergias por exemplo ao nivel da inovação, criatividade e também cidadania. Nesse sentido parece-me um caminho interessante a criação de parcerias seja com empresas locais, com associações ou grupos colaborativos e naturalmente as instituições de ensino (universidades, ou até escolas que tenham cursos tecnológicos)

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II Encontro Nacional de Tipografia

Organizado pela Olinda Martins e Pedro Amado (entre outros) aqui fica a informação sobre o II Encontro Nacional de Tipografia que se vai realizar na Universidade de Aveiro, 30 de Setembro de 2011

http://entipografia.web.ua.pt/

Data limite para envio de comunicações e posters:
30 de Junho

A segunda edição do Encontro Nacional de Tipografia é um evento organizado pelo Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro (DeCA), através do Centro de Estudos das Tecnologias e Ciências da Comunicação (CETAC.MEDIA) e do Instituto de Investigação em Design Media e Cultura (ID+).

Com o tema geral “Contextos de Investigação e de Aplicação”, esta edição da conferência tem como principal objectivo constituir-se como o centro de divulgação e discussão sobre a investigação e o desenvolvimento tipográfico em Portugal.

Conta com a participação de alunos e profissionais das indústrias gráficas e de media digitais e irá ter a participação especial de dois oradores convidados internacionais a anunciar brevemente.

Apelo a comunicações e posters

Este evento procura contribuições académicas e profissionais originais, nos diferentes contextos de aplicação tipográfica que incluem, mas não estão limitadas às seguintes áreas de interesse:

*Aplicações Multimédia Interactivas (MI);
*Contextos Audiovisuais (AV);
*Contextos Web (WEB);
*Desenho de Tipos de Letra (DTL);
*Design de Comunicação (DC);
*Design de Produto, Industrial e Ambientes (DPIA);
*Design Editorial (DE);
*Dispositivos Móveis (DM);
*História e Crítica (HC);
*Identidade (I).

A submissão de comunicações e posters de projectos (académicos ou profissionais) deve ser feita através do sistema de submissão online. Consultem as instruções e procedimentos em: http://entipografia.web.ua.pt/submissao.html
Os trabalhos aceites pela comissão técnica e científica serão publicados num livro de actas em formato electrónico online, com ISBN.

Datas Importantes

Até 30 de Junho de 2011:
Comunicações no formato Short Paper;
Projectos em formato Poster;

Até 15 de Julho de 2011:
Notificações de aceitação;

Até 30 de Julho de 2011:
Inscrição early bird;

Até 07 de Setembro de 2011:
Entrega da versão final das Comunicações e Posters;
Até 15 de Setembro de 2011:
Entrega das versões finais das Comunicações e Posters;
Data limite para as inscrições na conferência;

30 de Setembro de 2011:
Encontro Nacional de Tipografia, Universidade de Aveiro

Para esclarecimento de dúvidas, ou para obter mais informações, por favor contactem a organização: deca-entipografia@ua.pt

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Vou ali às corridas e já venho

Pelo que nos diz a reportagem do Porto24 sobre o Circuito da Boavista ele terá um retorno 5 vezes maior que o investimento, já que segundo as contas da Câmara custa 6M€ (equivalente a cerca de 3% do Orçamento da CMP) e o retorno pode atingir 32M€. Parece por isso uma proposta irrecusável a realização deste evento.

O problema põe-se com a forma como os potenciais proveitos são contabilizados. É que, se os gastos são fáceis de apurar, porque são gastos directos, já os proveitos é mais difícil, porque para chegar a esse valor de 32M€ serão certamente proveitos directos e indirectos e a grande questão para mim é perceber que proveitos indirectos estão a ser contabilizados e que premissas foram tidas em conta para determinar esse valor. Também não ajuda o facto de em Março os valores apresentados serem de 14M€ de retorno para um investimento de 700 mil euros… é verdade que a história vinha no i pelo que se calhar falta alguma coisa mas ainda assim… Reparem que eu não questiono que haja essa indicação de que pode haver um retorno de 32M€, só quero é perceber como se chegou a esse valor, e já agora perceber no cenário menos optimista qual o menor valor de retorno considerado. Isto porque infelizmente já estou um pouco de pé atrás em relação a estudos que dão sempre os resultados que as pessoas que os encomendaram estavam à espera.

Neste momento o que temos é o histórico da última edição que, pelas contas da Porto Lazer terá custado uns 3M€ para um retorno directo de 1,5M€ (pág. 64 do PDF) e que aparentemente até causou algumas dificuldades de tesouraria à empresa municipal. Ou seja, supondo (só para simplificar) que o dobro do investimento gera o dobro do retorno, ou seja, um investimento de 6M€ gera um retorno directo de 3M€ isso quer dizer que temos um potencial de 29M€ que vai ser gerado indirectamente. Mas como se mede isso e onde ao certo é que são obtidos esses ganhos? Nos hotéis? Nos equipamentos culturais? Nas visitas às caves (que até ficam em Gaia)? Na imagem do Porto nos mercados externos que podem ser os nossos públicos-alvo?

E o que ganhamos nós de facto com isso? Mais do que acreditar que uma ideia que pode parecer interessante o é, o que eu gostava mesmo era de poder ver valores concretos daquilo que se obtém com estes investimentos. Porque isto de ir periodicamente gastando uns milhões na Av. da Boavista quando temos zonas da cidade tão esquecidas que até o sr. do Google Maps não quis passar por lá (tentem ir a Bonjóia usando o Google Street View) não faz muito sentido na minha cabeça.

(também publicado na Baixa do Porto)

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1 pé no Porto e outro em Braga

A pedido do Miguel que tem feito um trabalho excelente na divulgação da “cena ciclista urbana” do Porto fiz o relato da minha utilização diária da bicicleta. Como provavelmente ele não vai publicar tudo, porque é um texto gigante, aqui fica o relato integral
………………………………

Motivado pelo Miguel, já há uns tempos que incluí a bicicleta no meu mix de meios de transporte para as deslocações diárias casa-trabalho.
Essa motivação teve recentemente uma ajudinha extra pelo facto de ter ficado um mês sem carta e estar agora há 3 semanas sem carro, resultado de uma forte batidela que no essencial deve ter deixado o carro em estado de ir para o ferro-velho (pelo menos deve ser isso que a seguradora me vai propor).

Como moro no Porto e trabalho em Braga e não sou ciclista profissional o meu commutting-multi-municipal inclui para além da bicicleta a viagem de comboio entre s.bento e braga, uma linha com uns comboios bastante bons mas com uns tempos de viagem que não fazem sentido nenhum (o percurso mais rápido dura 50 minutos e só há 2 horários em que isso acontece sendo que normalmente demora 1h10m)

Os percursos de e para as estações são ligeiramente diferentes de manhã e tarde.
Como moro no marquês e vou apanhar o comboio a s. bento, de manhã opto pelo caminho mais rápido, sem grandes preocupações se é o percurso mais agradável ou simpático para as bicicletas, já que nessa altura o que me interessa é sair o mais tarde possível de casa e chegar o mais rápido possível à estação.

Assim e começando no cruzamento de faria guimarães com a joão pedro ribeiro, normalmente opto por descer a faria guimarães em cima do passeio. Normalmente não me cruzo com muitos peões e o passeio é bastante largo para evitar algum encontro mais perigoso com pessoas que possam estar no passeio.
Chegado à rua do paraíso viro à direita para apanhar a Rua de Camões, atiro-me rapidamente para a faixa de bus (acho que nunca me cruzei com um autocarro aí) e vou calmamente embalado pela força da gravidade rua a abaixo, esperando apanhar os semáforos sempre verdes.
A tranquilidade e conforto acaba ao chegar em frente à estação da trindade onde passamos para o desconfortável paralelo. Nesta zona, por volta das 8.00, que é a hora a que passo já há mais carros, pelo que convém ir com atenção até porque os carros aí andam relativamente depressa e muitas vezes atiram-se sem pisca para a direita para entrar na rua dr ricardo jorge.
Eu continuo Aliados abaixo sempre aos pinchos no selim até S.Bento… enfim, uma viagem que aproveita as maravilhas das descidas do Porto.
Apanhando os semáforos sempre verdes e se não houver grandes confusões consigo fazer este percurso em sete minutos o que é excelente. Depois é por a bicileta no comboio e aproveitar a viagem para dormir mais um bocadito.

Em Braga o percurso também é relativamente curto entre a estação e a empresa onde trabalho. Saio na Estação de Braga, subo a Rua dos Caires (um nome com muito potencial para piadas ciclisticas) até à igreja de Maximinos, este bocado é a subir ligeiramente e em asfalto. Depois entro pela Rua Peão da Meia Laranja e Rua Felicissimo Campo (não, não estou a inventar estes nomes) até á rotunda com a Rua cidade do Porto. A empresa onde trabalho fica a 50 metros daí. Este último bocado é em paralelo e a descer o que é excelente para relaxar e não ter que chegar ao trabalho ofegante.

À vinda para casa o percurso em Braga é igual, mas mais cansativo porque sobe mais do que desce e porque o stress de conseguir apanhar o comboio obriga a esquecer qualquer cuidado para não começar a suar.
De volta ao Porto opto por continuar em cima da bicicleta, isto porque embora se possa levar bicicletas para o Metro não acho muito simpático ocupar esse espaço todo em carruagens normalmente bastante cheias, para além disso gastar um euro só para andar 3 paragens parece-me um bocado caro.
E como tudo o que desce tem que subir atiro-me à conquista do desnivel de 130m que separa s.bento do marquês. O ritmo depende da energia que ainda tiver disponivel… ou é um tranquilo passeio pela cidade ou uma mini-aula de spinning cidade acima.

O percurso habitual é um compromisso entre a distância (fazer o caminho inicial seria o mais perto) e a inclinação (se fosse por exemplo por d.joão IV teria uma inclinação menor) e opta essencialmente por ruas com poucos carros… já que vou andar normalmente devagar então mais vale não atrapalhar muito o trânsito.
Começo em sá da bandeira onde ando um pouco, viro para a rua do bonjardim (zona pedonal), passo em frente ao rivoli e continuo pelo bonjardim até um pouco antes da conga onde viro por uma travessa que me leva à rua formosa, aí aproveito os poucos metros que não são a subir deste percurso.
Sigo em frente na rua formosa, passo em frente ao bolhão e viro para cima na rua alexandre braga, contornando o bolhão e indo em direcção à rua de s. catarina. Depois é sempre a subir até ao marquês. Não é um percurso especialmente bonito, a rua de santa catarina a essa hora já tem pouca gente e começa-se a notar o lixo de um dia de trabalho e passado o cruzamento com gonçalo cristovão a rua torna-se numa coisa estranha, uma coisa aparentemente sobredimensionada onde só se nota o asfalto, com uma faixa a subir com alguns carros e duas a descer normalmente vazias.
Ao chegar ao Marquês tudo parece diferente, parece que voltamos a entrar na cidade, muitos autocarros, pessoas no jardim, lojas ainda abertas, carros de um lado para o outro, é um contraste curioso… mas provavelmente induzido pelas endorfinas…

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