No inicio do ano fui a uma apresentação do Conselho da Cidade – Associação para a cidadania das Caldas da Rainha realizada aqui no Porto.
Depois de ouvir a sua exposição, quais as suas actividades e o que já conseguiram, que no geral me pareceu interessante (quanto mais não fosse por trazer mais pessoas para a participação pública) fiquei com uma dúvida: porque razão sentiram a necessidade de criar mais uma associação? porque não optaram por integrar uma das várias associações já existentes?
Não tive resposta, mais por terem surgido outras questões à volta do que por qualquer outro motivo pareceu-me.
Mas fiquei com essa dúvida. Que apesar de tudo pode ter duas respostas muito simples:
1. porque não existia nada do género;
2. porque é mais fácil criar novas estruturas do que conduzi-las e influencia-las.
Em relação ao ponto dois, concedo que será sempre mais simples pegar num conjunto de pessoas que de raiz já tem um determinado objectivo e tentar perseguir esse objectivo do que entrar num organismo já existente e tentar moldá-lo de acordo com os nossos objectivos.
Parece-me apesar de tudo um motivo válido embora facilmente se possa confundir com facilitismo e criar um possível paradoxo no caso das associações que visam a acção na área pública: se nem uma organização conseguimos influenciar / mudar então como achamos que o conseguimos fazer a uma escala maior seja uma cidade ou uma região?
Outra dúvida que surgiu (via pedro menezes simões) foi saber:
quais os objectivos “operacionais” da associação (prestação de serviço publico, obtenção de poder, etc.) ;
quais os seus objectivos estratégicos (a pergunta clássica: onde é que se viam daí a cinco anos);
e de que forma é que avaliavam os seus resultados, ou seja, que tipo de indicadores usavam para perceber se estavam realmente a atingir os seus objectivos.
Também não teve grande resposta, mas aqui pareceu-me, mais porque não estavam preparados para responder a perguntas básicas de gestão empresarial porque não consideravam sequer o seu tipo de acção (na associação) como uma acção gerida ou avaliável nesses moldes. Eu acho que estavam errados.
Tudo isto para dizer que se tenho esta posição e dúvidas em relação a outra associação não posso deixar de as ter em relação à formalização de uma nova associação, nomeadamente:
Já sabemos que outras associações existem na cidade / região?
Já sabemos o que essas outras associações na cidade / região pensam sobre esta questão?
Conseguimos explicar-lhes as motivações que nos levam a apresentar a nossa proposta?
E é o concurso de privatização o objectivo final da associação ou há uma ideia maior / geral por trás?
Reparem que não estou a dizer que sem respostas a estas perguntas não se pode continuar o caminho pensado na última reunião, acho que tudo isto pode ser resolvido / pensado em paralelo. Simplesmente estou a partilhar quais as minhas dúvidas genéricas em relação a uma associação porque acho justo que as ponham em relação a este projecto e por isso gostava de ter respostas para elas.








Muito bem.
Ainda te estou a dever a minha “lista” de opções de missão genérica / posicionamento para uma associação.
Mas acho que era mais ou menos isto, embora por outras palavras (entretanto, à noite valido):
1- anti-poder / força de bloqueio
2- alternativa ao poder
3- auditor ao poder
4- network / pool de recursos
5- agente de mudança
6- think tank / órgão estratégico consultivo
7 (novo) – facilitador da cidadania / participação
Eventualmente podem-se escolher várias (quantas menos melhor), mas nem todas são compatíveis entre si. Adicionalmente, nem todas têm interesse (1 e 2), e nem todas são implementáveis por toda a gente (6). E as opções 4 e 7, isoladamente, têm pouco valor.
Nota: Genericamente, a maioria das pessoas opta pela opção 1. No entanto, a 5 tem muito mais eficácia.
Caro Vitor,
Na minha opinião há mercado para o Regionalismo, como ideologia política, no Norte de Portugal.
Explore bem este link e verá que a roda já foi inventada há muito:
http://en.wikipedia.org/wiki/Regionalism_(politics)
Caro Vitor,
O caminho foi traçado na segunda reunião, e não na terceira, lembras-te?
miguel,
hmm… acho que estou meio perdido… qual caminho?
Vítor, escolhemos pelo menos estar no “5- agente de mudança”.