By vitorsilva on 2011-July-12
Parece que andamos todos a pensar no mesmo e ainda bem. Agora só é preciso fazer acontecer
Projecto Casas Low Cost quer recuperar a Baixa do Porto “a preços realistas
Trabalhar com marcas portuguesas e sensibilizar investidores e proprietários para recuperar habitações “a preços realistas” são algumas das marcas do projecto Casas Low Cost, lançado pela equipa do Plano B para dar um novo impulso à reabilitação da Baixa do Porto.
Prédios devolutos low cost a quem os reabilitar
“O projeto de Sydney Fernandes, 21 anos, programador e webdesigner, pretende matar dois coelhos de uma só vez – acabar com as casas devolutas ou em mau estado e impulsionar o mercado de arrendamento.”
Reabilitar as cidades não custa nada
“O objectivo deste projecto (…) é criar uma organização sem fins lucrativos para reabilitar as cidades, sem custos para senhorios e proprietários. Isto é possível graças a estudantes de Engenharia e de Arquitectura, não só de Portugal, mas de toda a Europa, que poderão voluntariar-se para “conceber e realizar os projectos usando materiais de construção doados” por empresas fornecedoras, a troco de isenções fiscais.
“Os projectos de requalificação poderiam, assim, ser “casos de estudo em cursos específicos de reabilitação de edifícios”, o que levaria a um melhor acompanhamento técnico por parte dos professores e alunos especialistas.”
De notar que, tal como foi falado na ultiam edição do cidades pela retoma onde falamos deste tema, para além dos alunos este tipo de projecto pode servir também como forma de atribuir novas competências a profissionais da área da construção que estão mais habituados à construção tradicional (dos ultimos 20/30 anos) com betão e placas e coisas assim.
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By vitorsilva on 2011-July-8
Este artigo do Miguel Barbot, os exemplos da Quinta Musa das Fontinhas, e Es.Col.A bem como o projecto WochenKlausur levaram-me a pensar o que poderia ser um projecto de comodato (ou similar) mas para habitação familiar.
É provável que até já tenha sido falado aqui na baixa mas não me lembro de o ter visto.
A ideia seria as pessoas poderem ocupar casas vazias pagando um montante que seria aplicado em obras nessa própria habitação, ou seja o valor da renda seria convertido em obras de manutenção (numa espécie de pagamento em géneros) e assim em vez de termos casas vazias a estragarem-se poderíamos ter casas ocupadas a serem recuperadas.
O incentivo para quem procura casa poderia ser um valor de renda menor que o das casas actualmente no mercado de arrendamento e o incentivo para quem tem as casas abandonadas e que muitas vezes está descapitalizado, eventualmente por ter sido vitima da lei das rendas, seria ficar com um património mais valorizado.
Também poderíamos jogar com um incentivo negativo ou seja os proprietários que preferissem ter as casas abandonadas fora deste programa poderiam ver o seu imi (ainda) mais agravado.
Claro que o apelo para ir morar numa casa velha a precisar de obras não atrai todos, será provavelmente mais interessante para alguns estudantes, famílias com rendimentos muito baixos e eventualmente alguns casais em inicio de vida, ou seja esta proposta não resolve a totalidade dos problemas associados ao abandono das cidades mas penso que poderia ser mais uma ferramenta para combater isso.
Outro problema habitual nestas coisas de imóveis antigos é saber de quem são as casas, seja porque não há cadastros ou estão desactualizados (que se insiste em não actualizar provavelmente porque não sabendo quem são os donos essas pessoas não têm que pagar o imposto devido) ou qualquer outra razão.
Assumindo que todas as obras efectuadas seriam para melhorar o estado de conservação da casa (isso seria algo que provavelmente teria que ser definido e/ou validado ao longo do tempo) e que não haveria pagamentos a fazer ao proprietário da casa, já que tudo era convertido em obras, esse problema talvez pudesse ser ultrapassado havendo uma entidade independente que intermediasse este processo, por exemplo as câmaras municipais e/ou freguesias.
Cenários
- Moradias do sec. xix, parecidas com estas - arrendamento a 5 estudantes, cada um paga 150€/mês ao fim de um ano teríamos 5*12*150€ = 9000€ para aplicar em obras;
- Prédio 3 andares como este, 3 apartamentos t2 + loja, 1 empresário 150€ + 1 familia 200€ + 2 estudantes por apartamento = 150€ + 200€ + 4*100€ = 9000€ para aplicar em obras;
Estamos a falar de investimentos curtos mas que poderiam até ser feitos em conjunto com a ideia (readaptada ou não) das hipotecas invertidas do José Ferraz Alves para dar um impulso inicial maior, por exemplo garantir que no primeiro ano o investimento era no minimo 20000€ ou garantir que o valor anual da renda estava disponivel para obras logo no primeiro mês.
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By vitorsilva on 2011-July-5
Há uns três anos atrás, aproveitando outra reflexão, sugeri que em vez de se construir uma auto-estrada transmontana que quase a unica coisa que vai fazer é tornar pago o único acesso moderno ao interior, se optasse por reformular as ligações internas às capitais de concelho do distrito de Bragança e ligações a Espanha.
Isto porque me parecia que 310M€ para converter o não muito bom mas relativamente seguro e aceitável ip4 entre Vila Real e Bragança era dinheiro mal gasto, ainda para mais dinheiro que não tinhamos e ainda para mais quando podia ser gasto em investimento (em estradas) mais produtivo.
Agora, com as obras a meio, com cortes sucessivos no ip4 que nos levam a revisitar a EN15 (onde eu demorava umas 5 horas para fazer porto-bragança) resolvem fechar a torneira e suspender as obras por 90 dias.
É justo, como o fecho de vigo/valença para poder comprar carros para os administradores da cp, todos temos que participar na ajuda ao país.
Pena que tenha que se impor isso a quem já não tem ligações ferroviárias (quando há 50 anos eram dezenas de quilómetros), não tem ligações rodoviárias decentes e as que tem são sempre as últimas a ser construídas.
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By vitorsilva on 2011-July-4
Os senhores que conseguem fazer horários de comboio deste género
Chega urbano do Porto às 7.44 mas partiu um regional às 7.42
Chega urbano do Porto às 8.44 mas partiu um regional às 8.33
Chega urbano do Porto às 10.44 e parte um regional às 10.45 (!!!))
e que por isso são recompensados com prémios destes
“José Benoliel, presidente do conselho de administração, Alfredo Vicente Pereira, vice-presidente, Nuno Moreira e Madalena Sousa, ambos vogais, contam cada um com um Mercedes E220CDI Elegance e Cristina Dias, que é também vogal, utiliza um Mercedes E 220CDI Avantgarde.”
resolveram tirar mais um coelho da cartola e vão fechar a ligação valença / vigo / valença.
Medida óvia e sensata quando se opta pelo desinvestimento contínuo em infraestruturas com > 100 anos (a linha propriamente dita) ou > 20 (no caso dos comboios)
O que achei curioso foi que desta vez não foi preciso que acontececem uma série de incidentes que nunca antes tinham acontecido (como no tua) ou que se usasse o eufemismo de dizer que vamos fechar só temporariamente para melhorar as infraestruturas (como no caso do corgo) e também não se recorreu à vergonha do apagão e transporte às escondidas (esperavam eles) do material circulante (como no caso de bragança).
Não, desta vez é um simples “por não estarem reunidas as condições para a continuidade da exploração, a partir de 10 de Julho de 2011 o serviço no trajecto Valença / Vigo / Valença será suprimido”
E assim terminam 125 anos de ligações Porto-Galiza!!!!!!!!
Exportar é preciso… mas só se for de carro, e entretanto temos um aeroporto novinho em Beja que recebe meia dúzia de voos por semana…
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By vitorsilva on 2011-July-3
Os Dados
Um dos pontos mais importantes do projecto é a partilha e colaboração e nesse sentido disponibilizamos recentemente os dados de suporte ao site.
O objectivo é que cada um possa explorar a informação da forma que quiser e eventualmente contribuir para o projecto de forma a acrescentar funcionalidades, explorações de dados, análises, etc.
Se não tem conhecimentos em SQL e necessita de ter os dados exportados de alguma forma para o ajudar na sua análise, diga-nos o que pretende e para quê, que nós efectuamos uma exportação com esses requisitos.
Os dados são gerados todas as sextas-feiras:
Dados em CSV (Excel): http://dl.dropbox.com/u/29300801/DespesaPublica_Dados_csv.zip (90MB)
Dados em SQL: http://dl.dropbox.com/u/29300801/DespesaPublica_Dados_sql.zip (90Mb)
Tabelas do site em SQL: http://dl.dropbox.com/u/29300801/DespesaPublica_site.zip (30kb)
O Facebook
Está disponível desde o início do projecto a página do DespesaPublica no Facebook que serve por um lado para que as pessoas interessadas no projecto possam comunicar entre elas, mas também para divulgar novidades, análises e outros projectos semelhantes. Serve ainda para aumentar a visibilidade deste projecto, todos somos poucos por isso partilhem a nossa página no facebook.
http://www.facebook.com/pages/Despesa-P%C3%BAblica/196404600397657?ref=ts
A Lista de Sugestões
Para determinarmos quais as funcionalidades que devemos acrescentar ao site temos disponível uma lista de sugestões em que qualquer pessoa pode sugerir uma nova funcionalidade ou votar nas já existentes. Isto está acessível a partir do facebook, na barra lateral, ou acedendo directamente a uservoice.despesapublica.com
Estas sugestões serão implementadas de acordo com a disponibilidade de recursos (técnicos e humanos) e a exequibilidade dos mesmos.
https://despesapublica.uservoice.com/
A Lista de Discussão
Para quem quiser seguir o desenvolvimento do projecto mais de perto existe também uma lista de discussão em google groups. Esta lista será essencialmente usada para quem quiser contribuir activamente no projecto, seja a desenvolver funcionalidades, a discutir novas áreas que podemos abordar ou por exemplo a preparar sessões de apresentação do despesapublica na vossa comunidade.
http://groups.google.com/group/despesapublica
O Código
O código do despesapublica.com é open source com a licença GPL.
É feito em php e mysql, utilizando a plataforma silverstripe, se tiver conhecimentos nestas tecnologias e quer contribuir com novas funcionalidades ou correcções, pode obter o código no github e participar na lista de discussão do google.
https://github.com/despesapublica/
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