


<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>OsMeusApontamentos &#187; educação</title>
	<atom:link href="http://blog.osmeusapontamentos.com/index.php/tag/educacao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blog.osmeusapontamentos.com</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 01 Feb 2012 14:20:01 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.0.1</generator>
		<item>
		<title>Educação via candidatura de Elisa Ferreira</title>
		<link>http://blog.osmeusapontamentos.com/index.php/2009/07/04/educacao-via-candidatura-de-elisa-ferreira/</link>
		<comments>http://blog.osmeusapontamentos.com/index.php/2009/07/04/educacao-via-candidatura-de-elisa-ferreira/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 18:06:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitorsilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[ler/ ver/ ouvir/ passear]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[porto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.osmeusapontamentos.com/?p=1542</guid>
		<description><![CDATA[No dia 1 de julho foi assistir à tertulia sobre educação organizada pela campanha de Elisa Ferreira. Estas tertúlias são eventos que têm naturalmente uma componente política mas, no meu caso, mais do que ver quem aparece e se são muitos, o meu interesse era aproveitar este evento para tentar perceber um pouco o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 1 de julho foi assistir à tertulia sobre educação organizada pela campanha de Elisa Ferreira.</p>
<p>Estas tertúlias são eventos que têm naturalmente uma componente política mas, no meu caso, mais do que ver quem aparece e se são muitos, o meu interesse era aproveitar este evento para tentar perceber um pouco o que é a educação no contexto do municipio até porque ainda não fiz o meu trabalho de casa no sentido de perceber que competencias e obrigações o municipio tem (já agora se alguém quiser fazer um resumo sobre isso agradeço).</p>
<p>Do que assisti da tertúlia (e só fiquei até às 23.30) retirei alguns tópicos mais generalistas como:<br />
- a relação cidade / escolas / familias;<br />
- a questão de educar vs instruir e onde encaixa a familia e a escola em cada um desses itens;<br />
- necessario conseguir integrar a familia no processo educativo<br />
e a nivel de enquadramento da realidade escolar na cidade:<br />
- insucesso escolar elevado dentro da cidade<br />
- familias &#8211; elevado nivel de analfabetismo funcional<br />
- pouca oferta  nivel de pre-escolar e 1º ciclo =&gt; necessidade de começar a considerar o pre pre-escolar, ou seja pensar a infancia desde os zero</p>
<p>Foram ainda referidas:<br />
- as questões de falta de respostas para as alunos com &gt;15 anos que abandonam as escolas&#8230; que formação temos para lhes dar?<br />
- a questão do transporte escolar<br />
- a necessidade considerar a trilogia arte / cultura / educação</p>
<p>Mas no geral, para mim, foram ideias demasiado genéricas. Eu pelo menos gostaria de ver de quem trabalha diariamente neste sector não tanto a especificação do que vai mal mas a apresentação de ideias concretas, porque acham que funcionariam, quais os potenciais contras&#8230;</p>
<p>De tudo o que ouvi a ideia que me ficou na cabeça foi a que foi sugerida por uma pessoa (que não apontei o nome) a sugerir a criação de bolsas de mérito patrocinadas por cidadãos.<br />
Essa seria uma ideia que eu apoiaria, afinal se não me importo de contribuir um pouco para outros países através do kiva porque não contribuir para a minha própria cidade?</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save">Share/Save</a> </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.osmeusapontamentos.com/index.php/2009/07/04/educacao-via-candidatura-de-elisa-ferreira/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>educação</title>
		<link>http://blog.osmeusapontamentos.com/index.php/2009/07/03/educacao-2/</link>
		<comments>http://blog.osmeusapontamentos.com/index.php/2009/07/03/educacao-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2009 21:38:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitorsilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[ler/ ver/ ouvir/ passear]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[porto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.osmeusapontamentos.com/?p=1546</guid>
		<description><![CDATA[notas sobre a tertulia sobre educação realizada pela campanha de Elisa Ferreira educação necessário coesão cidade inclusiva educação / formação profissional politica nacional / cidade cidade &#8211; docentes &#8211; familias autarquia &#8211; ultrapassar bloqueio professores &#8211; pais &#8211; empregro problemas de abandono e insucesso como se pode intervir? como aumentar a escolarização da população da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>notas sobre a tertulia sobre educação realizada pela campanha de Elisa Ferreira</p>
<p>educação</p>
<p>necessário coesão<br />
cidade inclusiva<br />
educação / formação profissional<br />
politica nacional / cidade<br />
cidade &#8211; docentes &#8211; familias<br />
autarquia &#8211; ultrapassar bloqueio<br />
professores &#8211; pais &#8211; empregro<br />
problemas de abandono e insucesso<br />
como se pode intervir?<br />
como aumentar a escolarização da população da cidade?<br />
como recuperar alunos que saem precocemente do sistema</p>
<p>responsabilização social<br />
familias &#8211; analfabetos sociais<br />
baixos niveis do pre-escolar<br />
insucesso escolar elevado dentro da cidade<br />
só 40% passam para o 10º ano<br />
saída precoce<br />
acentuadas disparidades dentro da cidade<br />
cidade dualizada a nivel de oferta publica</p>
<p>educar vs instruir<br />
familia &#8211; escola<br />
participação da familia no processo educativo</p>
<p>educação 1ª infância (pre pre-escolar)<br />
pensar a infancia a partir dos zero<br />
não há locais suficientes que as pessoas confiem para deixar as suas crianças<br />
possibilidade de ajustar horario escolar com transportes?<br />
articular actividades não lectivas com a escola</p>
<p>falta de respostas para as crianças com &gt;15 anos<br />
dificuldades de aprendizagem<br />
faltam respostas adequadas para individuos com deficiencias</p>
<p>questao do secundario ainda não fazer parte das competencias do municipio<br />
insuficiencia da oferta do pre-escolar e 1º ciclo =&gt; existente e planeado no carta educativa<br />
zona mais complicade é a da boavista</p>
<p>competencias parentais<br />
realojamento de pessoas =&gt; abandono do primeiro ciclo</p>
<p>iefp &#8211; têm oferta mas têm dificuldade em trazer pessoas para essa oferta<br />
formar para quê?<br />
interesse jovens vs oferta</p>
<p>procurar o saber<br />
&#8220;é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança&#8221;<br />
sugestao: criar bolsas de mérito para alunos patrocinadas pelos cidadãos</p>
<p>impossivel dissociar arte/cultura/educação<br />
deslocar às escolas equipas arte/cultura =&gt; ou escolas deslocarem-se aos sitios, não precisa de ser tudo dentro do espaço fisico da escola<br />
escola não é um resort educativo</p>
<p>rede de transportes só para escolas</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save">Share/Save</a> </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.osmeusapontamentos.com/index.php/2009/07/03/educacao-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Obras na escola Filipa de Vilhena</title>
		<link>http://blog.osmeusapontamentos.com/index.php/2009/06/24/obras-na-escola-filipa-de-vilhena/</link>
		<comments>http://blog.osmeusapontamentos.com/index.php/2009/06/24/obras-na-escola-filipa-de-vilhena/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2009 07:40:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitorsilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[ler/ ver/ ouvir/ passear]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[Filipa de Vilhena]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.osmeusapontamentos.com/?p=1523</guid>
		<description><![CDATA[A propósito das obras anunciadas para a escola Filipa de Vilhena Mais do que a comunicação (das estratégias) que o Pedro Bragança fala, e que também considero importante, acho que a principal questão é mesmo na operacionalização dessas visões. Quem é que discorda de grandes visões estratégicas? Quase ninguém já que elas são normalmente construídas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A propósito das <a href="http://www.porto.taf.net/dp/node/5427">obras anunciadas para a escola Filipa de Vilhena</a></p>
<p>Mais do que a comunicação (das estratégias) que o <a href="http://www.porto.taf.net/dp/node/5441">Pedro Bragança</a> fala, e que também considero importante, acho que a principal questão é mesmo na operacionalização dessas visões.<br />
Quem é que discorda de grandes visões estratégicas? Quase ninguém já que elas são normalmente construídas e apresentadas de forma tão genérica que não é possivel apresentar objecções concretas.</p>
<p>Eu também andei numa escola (5 anos na escola Oliveira Martins) que tinha um recreio em alcatrão (inicialmente todo desfeito, depois já recuperado), que tinha também meia-duzia de árvores, e que tinha uns sitios onde imagino que em determinado tempo tivesse existido relva.<br />
Por isso a primeira reação quando me dizem que vão renovar uma escola é mesmo de grande satisfação&#8230; para educação do sec. xxi com quadros interactivos e utilização efectiva de recursos informáticos (de que o magalhães até pode vir a ser um bom exemplo) certamente que precisamos de edificios do sec.xxi e não dos anos 50.</p>
<p>No entanto, onde o Pedro Bragança diz, &#8220;duvido que um arquitecto experiente e com tanto trabalho não tenha consciência dos requisitos energéticos&#8221; eu retiro a conclusão inversa.<br />
A partir da  minha visão assumidamente incompleta e parcial baseada somente na ideia geral de que a qualidade de construção dos nossos edificios é muito baixa não vejo garantia nenhuma de que os requisito energéticos sejam considerados já que não reconheço (por ignorância certamente) grande competência ao nivel da eficiencia energética nos diferentes actores envolvidos em todo o processo de construção de infraestruturas (e aqui incluo desde operários da construção civil até engenheiros e arquitectos).</p>
<p>Diz-nos <a href="http://www.porto.taf.net/dp/node/5436">Paula Aires Pereira</a> (Presidente do Conselho Executivo) , que o projecto pode ser consultado na escola.<br />
É bom saber isso, mas é ainda passível de alterações, ainda está numa fase de recolha de contributos da comunidade envolvente (pelo menos), ou é uma apresentação para nos comunicar o que vai ser feito?</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save">Share/Save</a> </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.osmeusapontamentos.com/index.php/2009/06/24/obras-na-escola-filipa-de-vilhena/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>sobre cultura e educação</title>
		<link>http://blog.osmeusapontamentos.com/index.php/2009/05/10/sobre-cultura-e-educacao/</link>
		<comments>http://blog.osmeusapontamentos.com/index.php/2009/05/10/sobre-cultura-e-educacao/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 10 May 2009 21:39:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitorsilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[ler/ ver/ ouvir/ passear]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.osmeusapontamentos.com/?p=1427</guid>
		<description><![CDATA[Já está disponível o programa número 5 do meu podcast O Porto em Conversa falei com Catarina Martins da companhia de teatro (e não só) Visões Úteis. A conversa foi naturalmente sobre cultura, desde a relação do público com a arte contemporânea à importância dos teatros municipais (e a questão portuense do Rivoli). Falámos ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já está disponível o programa número 5 do meu podcast <a href="http://oportoemconversa.wordpress.com/2009/05/07/conversa-com-catarina-martins-podcast/">O Porto em Conversa</a> falei com <a href="http://argolas.blogspot.com/">Catarina Martins</a> da companhia de teatro (e não só) <a href="http://www.visoesuteis.pt/">Visões Úteis</a>.</p>
<p>A conversa foi naturalmente sobre cultura, desde a relação do público com a arte contemporânea à importância dos teatros municipais (e a questão portuense do Rivoli).</p>
<p>Falámos ainda de alguns projectos como o Coma Profundo (que está disponível em podcast para qualquer pessoa no <a href="http://www.visoesuteis.pt/">site</a> da companhia) e outros similares (&#8220;<a href="http://www.visoesuteis.pt/criacoes/errare_1.html">Errare</a>, Parma; &#8220;<a href="http://www.visoesuteis.pt/novidades/2009/02/vista-aerea-sobre-2009.html">Os ossos de que é feita a pedra</a>&#8220;, Santiago de Compostela) que podem também servir de valência turística para a cidade. E naturalmente os custos da cultura&#8230;</p>
<p>Na preparação deste programa troquei com algumas pessoas uns emails interessantes que publico em baixo:</p>
<p>a ideia com que fico é que cultura e educação é +/- o mesmo no que diz respeito a indicadores para avaliar a sua eficácia.<br />
como é que consegues definir um valor para determinar se uma escola está ou não a fazer um bom trabalho? não será isso quase o mesmo que tentar determinar se um espectáculo faz ou não sentido?<br />
a diferença é que enquanto a politica de educação e sua aplicação é muito comandada, no sentido de que meia-dúzia (estou a exagerar claro) de pessoas diz como se vai operacionalizar a estratégia de educação definida e ela é muito parecida no país todo, na cultura, a parte de operacionalização é mais &#8220;solta&#8221;, é dada ao criador, para além dos recursos também a possibilidade de definir com que projecto vai executar essa estratégia&#8230;<br />
se assumirmos à partida que a cultura não tem que ser rentável (se calhar à semelhança das infraestruturas de transportes publico) então assumimos que temos que usar indicadores indirectos para determinar se realmente ela é eficaz ou não&#8230; e aí é que a coisa fica complicada&#8230;</p>
<p>***********</p>
<p>não sei se será tanto assim&#8230;<br />
uma escola obedece a critérios de avaliação objectivos, como o nível de sucesso escolar<br />
enquanto que um espectáculo pode fazer sentido e ter uma assistência de 3 pessoas&#8230;<br />
sempre me causou muita perplexidade a questão da avaliação do mérito de um projecto cultural</p>
<p>***********</p>
<p>acho que a questão não é tanto o mérito mas sim comparar o investimento vs retorno.<br />
aceito que possa haver espectáculos com mérito mas dizer que eles têm que ser pagos por todos para usufruto de (muito) poucos já me parece outra coisa<br />
é algo que já entra noutro tipo de comparações como por exemplo perceber qual o interesse de investir em ciência pura vs ciências aplicadas<br />
são coisas que não são (tenho ideia) facilmente contabilizáveis o que as deixa reféns daquele discurso das peças com meia dúzia de pessoas a assistir ou exposições ultra-avant-gard que não têm de facto nenhuma relação com a maior parte das pessoas (porque nem têm que ter).<br />
e o pior é que do outro lado da barricada também temos pessoas que consideram um direito serem apoiadas e acham um quase insulto questionarem as suas obras&#8230; voltando à ciência eu imagino que o einstein também achasse um insulto que alguém o questionasse mas se calhar já não me pareceria tão mal que alguém que ainda nem publicou nenhum artigo relevante seja avaliado mais criteriosamente&#8230;<br />
para mim o valor da cultura é uma questão intuitiva mas isso só serve para justificar algo quando há uma relação de confiança entre as partes. e tenho ideia que entre criadores, financiadores (mais os publicos) e cidadãos ela em grande parte não existe.</p>
<p>***********</p>
<p>investimento vs retorno?<br />
mas o principal retorno é algo intangível&#8230; penso que, no que respeita ao consumo cultural, não poderemos fugir da questão da intangibilidade&#8230;<br />
felizmente, nem tudo é &#8220;cultura à La Feria&#8221;, com dezenas de milhares de espectadores por peça&#8230;<br />
por isso é que te enviei o 1º e-mail: a Casa da Música, que penso ser um equipamento consensual e actualmente incontornável na cidade, é um &#8220;caso de sucesso&#8221; em que 70% das receitas são subsídios do Estado! isto, sem contar com os milhões de patrocínios (claro, ainda não está em velocidade cruzeiro, mas não creio que possa vir a ser rentável per se)</p>
<p>***********</p>
<p>O que é o nível de sucesso escolar? Não pode ser a escola a avaliar o seu próprio sucesso.</p>
<p>Para haver critérios de avaliação objectivos, que tanto podem existir nas escolas como na cultura, é necessário&#8230; definir objectivos / missões.</p>
<p>Inicialmente, a escolaridade existia para:<br />
- que os cidadãos pudessem usufruir da própria educação (entendia-se que isso era bom)<br />
- que a educação era uma condição necessária para o exercício da cidadania<br />
- promover uma cultura de obediência e disciplina (lógica militarista ou de preparação para um mundo industrializado).</p>
<p>Hoje, fala-se quase exclusivamente na utilidade da escola numa lógica de preparação para o mercado de trabalho. Digo &#8220;fala-se&#8221;, porque essa lógica deveria levar ao aumento da componente técnica (e correspondente redução da componente cultural) do ensino. Ainda bem que não se passa da conversa&#8230;pois não me parece ser essa a principal missão da escola, ainda que não seja uma missão menor.</p>
<p>Como avaliar então a escola? Taxas de participação dos cidadãos na democracia (% abstenção, nº movimentos cidadãos, leitura de jornais, etc). Interesse pela vida cultural (nº bilhetes cinema, teatro e outros espectáculos, livros vendidos, etc). Produção e produtividade (PIB, produtividade hora, % sector quaternário e quinquenário, etc). Cidadania / civilidade (criminalidade, nº mães adolescentes, nº multas trânsito, nº crimes e contra-ordenações em tribunal, % acordos nos tribunais).</p>
<p>Como avaliar a cultura? Bem, a avaliação da qualidade cultural é subjectiva. Embora, a meu ver, seja regra geral bastante objectiva excepto para alguns pseudo-intelectuais e wannabes, mas adiante.</p>
<p>Mas, do ponto de vista do agente público, é necessário avaliar a utilidade dos recursos investidos em bens culturais. Convém não esquecer que estamos em democracia. E tendo isso em conta, é necessário:<br />
1) Avaliar externalidades da produção de bens culturais (que são enormes, e infelizmente este trabalho está quase sempre por fazer)<br />
2) Que do ponto de vista do publico se vise (do mais para o menos importante):<br />
a) prioritariamente publicos alargadados não servidos por produção cultural (por ex. por falta de $)<br />
b) a criação desses publicos quando inexistentes (devendo ser avaliada a eficácia na criação de publicos)<br />
c) a promoção da diversidade de manifestações artísticas, o apoio de correntes minoritárias, etc., nos casos em que a cidade / país já tenha uma vida cultural intensa.<br />
3) Que se privilegia a produção cultural à reprodução cultural (uma coisa é compor e executar um concerto para piano, outra é apenas executá-lo).</p>
<p>Em todo o caso: externalidade económica + nº pessoas adicionalmente servidas + produção cultural original parecem-me bons critérios básicos.</p>
<p>Quanto aos projectos para assistências de 3 pessoas&#8230; o ideal é procurarem mecenas. Ontem a Igreja da Lapa estava cheia num concerto de Avé Marias de elevada erudição. Pessoas que dificilmente pagariam 5€ para assistir. Não por não valorizarem, mas simplesmente por não poderem. Custa-me que neste país ainda se apoiem (felizmente cada vez menos) espectáculos com tão poucos espectadores quando existe tanta avidez cultural.</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save">Share/Save</a> </p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.osmeusapontamentos.com/index.php/2009/05/10/sobre-cultura-e-educacao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

