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	<title>OsMeusApontamentos &#187; opinião</title>
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		<title>Proletários intelectuais</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Nov 2006 20:29:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitorsilva</dc:creator>
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		<category><![CDATA[opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[Proletários intelectuais foi o que José Manuel Pureza chamou aos bolseiros de investigação em Portugal. De facto, tendo em conta que um bolseiro de doutoramento recebe menos de 1000€ e um de pos-doutoramente menos de 1500€, que não têm férias (quer dizer&#8230; sempre terão uns diazitos entre o fim de um contrato e o inicio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Proletários intelectuais foi o que José Manuel Pureza chamou aos bolseiros de investigação em Portugal.</p>
<p>De facto, tendo em conta que um bolseiro de doutoramento recebe menos de 1000€ e um de pos-doutoramente menos de 1500€, que não têm férias (quer dizer&#8230; sempre terão uns diazitos entre o fim de um contrato e o inicio de outro), mas não têm subsidio de férias e imagino que não terão subsidio de desemprego, não se pode dizer que tratemos de forma conveniente aqueles que provavelmente serão dos recursos humanos mais qualificados do país.</p>
<p>O que eu me questiono mesmo é se vale a pena investir um euro sequer nestes recursos? Se é para depois de acabar o ciclo mestrado / doutoramento / pos-doutoramente mandar esses recursos ir dar uma volta, mais vale po-los logo no desemprego quando têm 20 anos ja que terão mais facilidades a arranjar trabalho do que com 30/35 quando já forem uns velhos sobrequalificados para qualquer trabalho.</p>
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		<title>Contact Center</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Sep 2006 08:05:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitorsilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[ler/ ver/ ouvir/ passear]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das noticias de ontem foi a inauguração de um contact center na grande lisboa. Muito resumidamente um contact center é aquele sitio onde vão parar todas as chamadas que fazemos quando ligamos para assistência do nosso operador de telemóvel, de um qualquer grupo financeiro ou de outra empresa que disponibiliza assistência pelo telemóvel. Este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das noticias de ontem foi a inauguração de um contact center na grande lisboa.<br />
Muito resumidamente um contact center é aquele sitio onde vão parar todas as chamadas que fazemos quando ligamos para assistência do nosso operador de telemóvel, de um qualquer grupo financeiro ou de outra empresa que disponibiliza assistência pelo telemóvel.</p>
<p>Este investimento foi apresentado como mais uma aposta na modernidade e demonstrativo do bom investimento. Mas eu pergunto-me, será que um emprego em que as pessoas têm que ficar o dia todo a atender o telefone, a seguir um conjunto pre-determinado de perguntas e em que o esforço mental exigido é pouco mais que zero é o tipo de investimento que vai fazer o nosso país avançar&#8230;</p>
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		<title>La Revancha</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Jul 2006 10:27:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitorsilva</dc:creator>
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		<category><![CDATA[musica]]></category>
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		<description><![CDATA[o final de 2001 trouxe-me uma revelação. gotan project, ou como criar musica a partir da apropriação de tradições por estranhos, geografica ou temporalmente falando. la revancha del tango foi claramente um daqueles discos em que posso dizer que nunca tinha ouvido nada igual. agora que temos já o segundo disco (lunatico) socorro-me de uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img style="margin: 10px" src="http://image.allmusic.com/00/amg/cov200/drf100/f147/f14706o5nrs.jpg" alt="" align="left" /><br />
o final de 2001 trouxe-me uma revelação.<br />
gotan project, ou como criar musica a partir da apropriação de tradições por estranhos, geografica ou temporalmente falando.<br />
la revancha del tango foi claramente um daqueles discos em que posso dizer que nunca tinha ouvido nada igual.<br />
agora que temos já o segundo disco (lunatico) socorro-me de uma frase que me pareceu muito boa para caracterizar o ultimo disco dos sonic youth e que é totalmente aplicavel para o caso dos gotan project. rezava mais ou menos assim &#8220;embora culturalmente não tenha o mesmo impacto que tiveram discos como evol ou goo, bla bla bla.&#8221;<br />
claro que quando ouço o &#8220;lunatico&#8221; não tem o mesmo impacto que quando ouvi a &#8220;revancha&#8221;, aí­ tudo era novo&#8230; a surpresa de ter tango com roupagens contemporâneas, toda a onda cool do inicio do milénio, tudo isso já passou. já fomos todos à  procura de obras de astor piazzola, o rock está aí outra vez&#8230; É impossivel (digo eu) surpreender-me com uma nova reinvenção do tango&#8230; mas é razão suficiente para nunca mais voltar a ouvir gotan project? acho que não.</p>
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		<title>Nuclear</title>
		<link>http://blog.osmeusapontamentos.com/index.php/2006/05/23/nuclear/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 May 2006 08:02:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitorsilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[ler/ ver/ ouvir/ passear]]></category>
		<category><![CDATA[nuclear]]></category>
		<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[A TSF vai fazer durante esta semana 5 debates (acho que sonhei porque na terça não deu nada&#8230;) com intervenientes favoráveis e desfavoráveis à criação de uma central nuclear em Portugal. É transmitido todos os dias entre as 13h e as 14h30 (penso eu) O debate de ontem foi com Sampaio Nunes que é um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://tsf.sapo.pt">TSF</a> v<span style="text-decoration: line-through;">ai fazer durante esta semana 5 debates</span> (acho que sonhei porque na terça não deu nada&#8230;) com intervenientes favoráveis e desfavoráveis à criação de uma central nuclear em Portugal. É transmitido todos os dias entre as 13h e as 14h30 (penso eu)</p>
<p>O <a href="http://tsf.sapo.pt/online/economia/interior.asp?id_artigo=TSF170899">debate de ontem</a> foi com Sampaio Nunes que é um dos promotores do projecto de Monteiro de Barros, Susana Fonseca da Quercus, Mira Amaral e Aníbal Fernandes.</p>
<p>A minha posição de principio é claramente anti-nuclear e precisamente pelo facto de ser tão clara é que gostava de ouvir alguém que promove este tipo de solução a contrapor argumentos às criticas que todos nós já estamos fartos de conhecer (segurança, aplicabilidade em Portugal, etc&#8230;). Infelizmente do que eu ouvi do debate (penso que terá sido quase todo) não foi assim e tenho pena.</p>
<p>Algumas notas sobre os pontos abordados no debate de ontem:</p>
<p><span id="more-444"></span></p>
<p><strong>Seguran?a</strong><br />
- Chernobyl &#8211; aconteceu devido às condições técnicas e humanas existentes nas centrais de leste. Considero que pode ser um argumento válido para explicar o que se passou. No entanto aconteceram acidentes noutras centrais incluindo no ocidente.<br />
- Há sempre riscos e nós já temos esses riscos devido às centrais espanholas &#8211; aqui está um ponto a que não tinha dado a devida importância. Esquecendo agora outro tipo de questões e considerando apenas esta ideia do risco, realmente nós em caso de acidente numa central espanhola iremos pagar o preço do nuclear devido à proximidade das suas centrais, daí que a ideia de que só no caso de instalarmos uma central em Portugal é que passaríamos a ter um risco nuclear é uma falácia. Quanto muito iríamos aumentar esse risco em mais 12% (considerando o aumento de oito para nove centrais na península). Ver <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Central_nuclear">lista de centrais espanholas</a>.</p>
<p><strong>Resíduos</strong><br />
- Perigosidade &#8211; Os resíduos perdem 50% da sua radioactividade em 10 anos, 90% em 100 e depois demoram alguns milhares de anos até deixarem de representar um risco para nós.<br />
- Armazenamento &#8211; se considerarmos enterrar um problema e esperar que ele se resolva uma solução então podemos dizer que mais ou menos a questão dos resíduos é trivial, como tentou passar Sampaio Nunes. No entanto esta opção tem um problema relativamente grave que é o facto dos materiais usados para construir esses repositórios de lixo nuclear terem eles próprios um tempo de vida que poderá não ser suficiente.<br />
- resíduos emitidos &#8211; dependendo do interveniente, a central proposta para portugal iria produzir entre  26kg/MW/h ou 26kg/MW/ano fiquei sem saber de qualquer forma foi unanime que uma qualquer central a carvão produz muitas vezes mais resíduos (na ordem das milhares de vezes mais) do que uma central nuclear. depende depois do interveniente valorar ou a quantidade de residuos produzida ou a qualidade (mais nocivo, menos nocivo) desses resíduos.</p>
<p><strong>Infraestruturas</strong><br />
- recursos humanos &#8211; pareceu mais ou menos claro que para comandar uma central nuclear são precisas cerca de quarenta pessoas que segundo Sampaio Nunes se limitam a seguir uma espécie de check-list. os recursos actuais estão essencialmente em fim de vida util já que são maioritariamente pessoas que se formaram durante o boom inicial do nuclear nos anos setenta.<br />
ligação à rede eléctrica &#8211; pelos vistos os custos de ligação da central à rede eléctrica não são dispiciendos representando cerca de 600 milhões de euros num investimento total de 3,5 mil milhões. levantou-se a duvida sobre quem deverá pagar esse valor, o estado ou o promotor da central.</p>
<p><strong>Localização</strong><br />
- Rio Douro &#8211; pelas necessidades de àgua que uma central tem e pelas perdas que provoca através de evaporação parece inevitável que uma central nuclear em Portugal tenha que ser instalada na bacia do Douro.<br />
- sondagens &#8211; aparentemente foi publicada uma sondagem no expresso (com ou sem ficha técnica fiquei sem perceber) que indica que 62% dos portugueses não se importam de ter uma central electrica no Douro.</p>
<p>O ponto final a ser discutido penso que eram as alternativas mas não tive tempo de ouvir.</p>
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		<title>p2p pirataria musica portugal</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Apr 2006 01:04:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitorsilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[ler/ ver/ ouvir/ passear]]></category>
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		<category><![CDATA[opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[pelos vistos o a indústria da música portuguesa sofreu uma quebra de 40% nas vendas/receitas. o culpado, talvez não o único mas sem duvida o principal foi, dizem-nos, a partilha de mp3. acredito que seja verdade. há várias formas de abordar esta questão e parece-me que os principais interessados que são os artistas e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>pelos vistos o a indústria da música portuguesa sofreu uma quebra de 40% nas vendas/receitas. o culpado, talvez não o único mas sem duvida o principal foi, dizem-nos, a partilha de mp3. acredito que seja verdade.<br />
há várias formas de abordar esta questão e parece-me que os principais interessados que são os artistas e a indústria como tal (se é que em portugal isso existe) estão a pegar pelo lado errado.<br />
como eu vi escrito parece um paradoxo que hoje em dia nós tenhamos acesso a mais música do que alguma vez tivemos e no entanto o mercado enquanto distribuição do objecto fisico (cd, dvd, etc.) está a reduzir.<br />
se esta conversa se estivesse a passar à 5 ou até à 3 anos poderiamos encarar a ideia que esta ideia de regulamentar a partilha de ficheiros era exequivel mas, pelo menos para mim, neste momento isso é completamente utópico. só vai servir para gastar recursos a combater um movimento que não é passível de ser parado&#8230; quanto muito poderemos conduzi-lo, direcciona-lo para algo mais realista no mundo actual, mas o melhor mesmo é olhar para esta questão como uma oportunidade.<br />
<span id="more-434"></span><br />
para mim uma das principais questões é que o consumidor o que quer é a arte, isto é o produto do artista, neste caso a musica que ele produziu. ou seja toda a industria que se construiu com base na distribuição do objecto fisico não faz sentido existir. eu não vejo porque tenho que pagar pelo custo de produção do cd (materias-primas, transformação, distribuição, gestão de todo o processo). ou pelo menos não percebo porque tenho que pagar sempre isso. eu aceito que se quiser uma caixa com um cd lá dentro então vou ter que pagar mais&#8230; não sei se o que pago agora mas isso é outra história.<br />
não faço ideia do que representa a industria musical em portugal enquanto distribuição de música, mas ainda há pouco tempo num debate sobre a obrigatoriedade de passar x% de musica nacional na rádio ouvia que o número de discos editados em português (e eu sei que estou a misturar um pouco estes dois temas) era minimo&#8230; não quero exagerar mas algo como menos de 200 e isto incluindo claro a chamada musica pimba e os tradicionais fadunchos, com isto a chamada pop/rock representava uns 10 ou 20% do total editado, ou seja uns 40 titulos de musica pop/rock em português&#8230; insuficiente diziam para manter uma rádio mainstream por exemplo.<br />
a minha duvida&#8230; alguém acredita que só haja num dado ano 200 grupos ou artistas individuais a produzirem musica em português ou em portugal? será que o problema não é antes de tudo a dificuldade de capturar todo o conteúdo musical produzido em portugal?<br />
e voltando à distribuição, será que o problema não é distribuir todo o conteúdo português ou produzido em portugal tendo em conta que somos um país pequeno e que por isso não consegue ter massa critica suficiente para conseguir ganhos de escala?<br />
todas estas ideias vêm um pre-conceito meu que é o de que a verdadeira função das grandes multinacionais da musica, ou de qualquer empresa que se dedica no fim a vender cds não é&#8230; vender cds!<br />
a sua verdadeira função é encontrar um artista, promovê-lo e explorar as diferentes facetas desse artista.<br />
podem-me dizer mais uma vez que não temos mercado suficiente para tudo isso&#8230; não sei&#8230; tenho que saber qual é a estrutura de custos&#8230; mas eu pergunto-me que custos fixos para além da publicidade é que um editora precisa de ter?&#8230;<br />
quer ter merchandising especifico para um artista? porque não usar algo tipo <a href="http://www.cafepress.com/">cafepress</a><br />
quer ter uma divulgação institucional do artista? porque não criar uma entrada na <a href="www.wikipedia.org">wikipedia</a>?<br />
quer permitir um contacto directo artista / consumidor? porque não criar um blog, por as suas fotos no <a href="www.flickr.com">flickr</a> e os seus videos no <a href="www.yotube.com">youtube</a>?<br />
em quanto é que vamos de custos? zero&#8230;<br />
claro que estou a simplificar mas o meu ponto é a tecnologia está toda aí e vocês têm o conhecimento na área que vos vai ser mais importante e que é a comunicação!<br />
descobrir talentos até pode ser mais simples, porque não ter um, dois, n sites para onde os potenciais artistas possam enviar demos? divulgar também pode ser fácil, porque não criar podcasts com programas interessantes! vocês até dominam a área audio!<br />
a verdade para mim é que o sector como tal está totalmente sobredimensionado para o que o mercado lhe exige que é musica agora quando quero ouvir do grupo que me apetecer e claro, de borla. se eu quiser contribuir para o grupo (e claro que dificilmente quererei contribuir para uma multinacional que desconheço) vou ver os seus concertos e compro o seu merchandising para lá disso a única alternativa é deixar de consumir música e isso parece-me impossível.</p>
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