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	<title>OsMeusApontamentos &#187; peter singer</title>
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		<title>Etica Prática &#8211; notas leitura 3</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 09:13:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitorsilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[ler/ ver/ ouvir/ passear]]></category>
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		<description><![CDATA[pag.104 &#8230;podemos encarar a doutrina da santidade da vida humana simplesmente como forma de dizer que a vida humana possui um valor especial, um valor bastante distinto do valor da vida dos restantes seres vivos pag.105 &#8230;a inadequação total de princípios mais restritos que limitam o respeito pela vida a uma tribo, raça ou nação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>pag.104<br />
&#8230;podemos encarar a doutrina da santidade da vida humana simplesmente como forma de dizer que a vida humana possui um valor especial, um valor bastante distinto do valor da vida dos restantes seres vivos</p>
<p>pag.105<br />
&#8230;a inadequação total de princípios mais restritos que limitam o respeito pela vida a uma tribo, raça ou nação é um dado adquirido</p>
<p>pag.106<br />
o que é um ser humano<br />
facto biológico =&gt; membro da espécie homo sapiens<br />
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Joseph_Fletcher">Joseph Fletcher</a> &#8211; indicadores de humanidade =&gt; autoconsciência, autodomínio, sentido do futuro, sentido do passado, capacidade de se relacionar com os outros, preocupações pelos outros, comunicação, curiosidade =&gt; confrontar com embrião, feto, deficiente mental, recém-nascido<br />
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/John_Lock">John Locke</a> =&gt; &#8220;ser inteligente e pensante dotado de razão e reflexão e que pode considerar-se a si mesmo aquilo que é, a mesma coisa pensante, em diferentes momentos e lugares&#8221;</p>
<p>pag.108<br />
&#8230;dar preferência à vida de um ser apenas porque esse ser é membro da nossa espécie por-nos-ia na mesma posição que os racistas, que dão preferência aos membros da sua própria raça.</p>
<p>gregos/romanos =&gt; escravos, bebés</p>
<p>pag.109</p>
<p>&#8230;platão e aristóteles pensavam que o estado deveria impor a morte a crianças deformadas</p>
<p>cristianismo &#8211; motivação teológica &#8211; imortalidade, corpo como propriedade de deus / animais sob dominio dos seres humanos</p>
<p>pag.111<br />
valor da vida &#8211; se sou pessoa, tenho um conceito de mim próprio. sei que tenho futuro, também sei que aa minha existência futura pode ser interrompida. se eu pensar que é provável que isso aconteça a qualquer momento, a minha existência ficará repleta de ansiedade e será presumivelmente menos agradável do que se eu não pensar que é provável que aconteça.</p>
<p>pag.112<br />
<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/R_M_Hare">R.M.Hare</a> &#8211; distinção entre dois niveis de raciocinio moral: intimo e critico</p>
<p>pag.113<br />
intimo =&gt; Hare pensa que seria melhor adoptarmos alguns principios éticos gerais para a vida ética quotidiana =&gt; principios morais canónicos<br />
Se nos guiarmos por um conjunto de principios intuitivos bem escolhidos podemos proceder melhor se não tentarmos calcular as consequências de todas as escolhas morais imporantes que temos de fazer, considerando, em seu lugar, quais os princípios a aplicar e agindo em consequência.</p>
<p>pag.114<br />
utilitarismo das preferências &#8211; um acto contrário à preferência de qualquer ser é um mal, a não ser que essa preferência seja suplantada por preferências contrárias.</p>
<p>pag.115<br />
preferencia ser humano vs outras espécies &#8211; seres que não se podem ver a si mesmos como entidades com um futuro não podem ter quaisquer preferências relativas à sua existência futura.</p>
<p>pag.118<br />
<a href="http://spot.colorado.edu/~tooley/">Michael Tooley</a> &#8211; para ter direito à vida é preciso ter, ou pelo menos, ter tido alguma vez o conceito de uma existência contínua</p>
<p>pag.119<br />
respeito pela autonomia</p>
<p>pag.120<br />
&#8230;vimos que pode haver quatro razões possíveis para defender que a vida de uma pessoa possui um certo valor que a distingue da vida de um ser meramente senciente: a preocupação do utilitarismo clássico com os efeitos que uma morte pode provocar nas outras pessoas; a preocupação do utilitarismo de preferências com a frustração dos desejos e dos planos para o futura da vítima; o argumento de qe a capacidade de se conceber a si próprio como algo que existe ao longo do tempo constitui uma condição necessária do direito à vida; e o respeito pela autonomia.</p>
<hr />Nome: <a href="http://www.gradiva.pt/livro.asp?L=21009">Ética Prática</a><br />
Autor: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Peter_Singer">Peter Singer<br />
</a>Editora: <a href="http://www.gradiva.pt">Gradiva</a><br />
ISBN: 972-662-723-0</p>
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		<title>Etica Prática &#8211; notas leitura 2</title>
		<link>http://blog.osmeusapontamentos.com/index.php/2008/05/19/etica-pratica-notas-leitura-2/</link>
		<comments>http://blog.osmeusapontamentos.com/index.php/2008/05/19/etica-pratica-notas-leitura-2/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 May 2008 20:05:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitorsilva</dc:creator>
				<category><![CDATA[ler/ ver/ ouvir/ passear]]></category>
		<category><![CDATA[ética]]></category>
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		<category><![CDATA[peter singer]]></category>

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		<description><![CDATA[pag.76 &#8230; o facto de algumas pessoas não pertencerem à nossa raça não nos dá o direito de as explorar, tal como o facto de alguma pessoas serem menos inteligentes que outras não significa que os seus interesses possam ser ignorados. Mas o principio [de igualdade na consideração de interesses] implica também que o facto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>pag.76<br />
&#8230; o facto de algumas pessoas não pertencerem à nossa raça não nos dá o direito de as explorar, tal como o facto de alguma pessoas serem menos inteligentes que outras não significa que os seus interesses possam ser ignorados.  Mas o principio [de igualdade na consideração de interesses] implica também que o facto de certos seres não pertencerem à nossa espécie não nos dá o direito de os explorar e, do mesmo modo, o facto de outros animais serem menos inteligentes que nós não significa que os seus interesses possam ser ignorados.</p>
<p>pag.77<br />
&#8230; Bentham aponta que a capacidade para sofrer como [a] característica vital que confere a um ser o direito à consideração igualitária. (&#8230;) A capacidade de sofrer e gozar as coisas constitui um pré-requisito para ter quaisquer interesses, uma condição que tem que ser satisfeita antes de podermos falar de interesses com algum sentido.&#8221;</p>
<p>pag. 78 racistas vs especistas</p>
<p>pag.79<br />
&#8230;aceito perfeitamente que, no caso descrito, a vítima humana de cancro sofre mais do que a vítima não humana. Este facto não põe em causa a igualdade na consideração de interesses no não humanos. Significa antes que temos que ter cuidado quando comparamos os interesses de diferentes espécies.&#8221;</p>
<p>pag.81<br />
&#8230;É verdade que a comparação do sofrimento entre espécies não se pode fazer com precisão. Nem se pode comparar com precisão, pelos mesmos motivos, o sofrimento de seres humanos diferentes. A precisão não é essencial.&#8221;</p>
<p>pag.83<br />
Ao avaliarmos a ética da utilização da carne de animais na alimentação humana nas sociedades industrializadas, estamos a considerar uma situação na qual um interesse humano relativamente menor tem que ser contrabalançado pelas vidas e pelo bem-estar dos animais afectados.&#8221;<br />
&#8230;A argumentação contra a utilização de animais para a alimentação ganha especial relevância quando os animais são submetidos a condições de vida miseráveis, para os seres humanos disporem da sua carne ao mais baixo custo possível.&#8221;</p>
<p>pag.88<br />
Se os cientistas não forem capazes de utilizar órfãos humanos com lesões cerebrais profundas e irreversíveis, a sua prontidão em utilizar animais não humanos é uma descriminação unicamente com base na espécie, uma vez que os símios, macacos, cães, gatos e até mesmo os ratos são mais inteligentes, têm consciência do que lhes está a acontecer, são mais sensíves à dor, etc.&#8221;</p>
<p>pag.94<br />
..é legitimo perguntar por que motivo deverão os seres autoconscientes considerar-se mais valiosos e, em particular, se o alegado valor superior de um ser autoconsciente nos deve levar a preferir os interesses menores de um ser autoconsciente aos interesses maiores de um ser meramente senciente, mesmo quando a própria autoconsciência do primeiro não esteja em causa.&#8221;</p>
<p>pag.97<br />
&#8230;a ética não exige que eliminemos as relações e os afectos pessoais; mas exige, isso sim, que, quando agimos, avaliemos as pretensões morais dos que forem afectados pelos nossos actos com um cero grau de independencia relativamente aos sentimentos que nutrimos por eles.</p>
<hr />Nome: <a href="http://www.gradiva.pt/livro.asp?L=21009">Ética Prática</a><br />
Autor: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Peter_Singer">Peter Singer<br />
</a>Editora: <a href="http://www.gradiva.pt">Gradiva</a><br />
ISBN: 972-662-723-0</p>
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		<title>Ética Prática &#8211; notas leitura I</title>
		<link>http://blog.osmeusapontamentos.com/index.php/2008/05/04/etica-pratica-notas-leitura-i/</link>
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		<pubDate>Sun, 04 May 2008 15:34:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitorsilva</dc:creator>
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		<description><![CDATA[capitulo 1 &#8211; sobre a ética pag.18 &#8211; &#8230;a finalidade do juizo ético é orientar a prática pag.19 &#8211; &#8230;o fracasso da ética baseada em regras simples não deve ser encarado como o fracasso da ética como um todo. pag.19 &#8211; &#8230;consequencialistas =&#62; utilitarismo &#8211; não partem de regras morais mas de objectivos. avaliam as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>capitulo 1 &#8211; sobre a ética<br />
pag.18 &#8211; &#8230;a finalidade do juizo ético é orientar a prática<br />
pag.19 &#8211; &#8230;o fracasso da ética baseada em regras simples não deve ser encarado como o fracasso da ética como um todo.<br />
pag.19 &#8211; &#8230;consequencialistas =&gt; utilitarismo &#8211; não partem de regras morais mas de objectivos. avaliam as acções na medida em que favorecem esses objectivos =&gt; as consequências de uma acção variam de acordo com as circunstâncias em que é praticada.<br />
pag.20 &#8211; ética vs religião =&gt; obediência às leis morais pelos seus méritos próprios<br />
pag.22 &#8211; as crenças e os costumes no seio dos quais fomos criados podem execer grande influência sobre nós, mas, assim que começamos a refletir sobre elas, tanto podemos optar por agir de acordo com essas crenças e esses costumes como contra eles.<br />
pag.22 &#8211; sociedade =&gt; relativismo ético; pessoa =&gt; subjectivismo ético<br />
pag.23 &#8211; juizos éticos exprimem atitudes em vez de as descreverem. tentamos, quando exprimimos a nossa própria atitude levar os nossos ouvintes a adoptar uma atitude semelhante<br />
pag.25 &#8211; viver de acordo com aquilo que julgamos serem padrões éticos correctos vs viver de acordo com padrões éticos errados / viver de acordo com alguns padrões éticos vs viver de acordo com nenhuns padrões éticos<br />
pag.26 &#8211; a noção de ética traz consigo a ideia de algo mais vasto que o individual<br />
pag.26 &#8211; kant: age apenas segundo as máximas que possas ao mesmo tempo querer que se tornem leis universais<br />
pag.27 &#8211; a ética adopta um ponto de vista universal &lt;&gt; aplicação universal<br />
pag.29 &#8211; &#8230;pondere todos esses interesses e adopte a acção que tenha maior probabilidade de maximizar o interesse dos afectados (prazer vs sofrimento)</p>
<p>capítulo 2 &#8211; a igualdade e as suas implicações<br />
pag.34 &#8211; variações de inteligência entre diferentes raças baseadas na genética<br />
pag.35 &#8211; john rawls &#8220;a igualdade pode-se fundamentar nas caracteristicas naturais do ser humano&#8221;, desde que escolhamos aquilo a que chama um propriedade de base geral<br />
pag.35 &#8211; uma pessoa moral (&lt;&gt; amoral) é aquela que se podem fazer apelos morais com alguma perspectiva de esse apelo ser atendido =&gt; visão contratualista da justiça &#8211; ética como acordo mutuamente benéfico<br />
pag.36 &#8211; problema desta vistão contratualista da justiça =&gt; grau &#8211; qual o grau minimo de justiça / nem todos os seres humanos são seres morais &#8211; bebés, crianças, deficientes mentais<br />
pag.37 &#8211; não creio que haja uma propriedade moralmente significativa que todos os seres humanos possuam por igual<br />
pag.37 &#8211; os seres humanos diferem como individuos e não como raças ou sexos<br />
pag.38 &#8211; questão da hierarquia da inteligência<br />
pag.40 &#8211; principio da igualdade na consideração de interesses proíbe que a nossa prontidão para considerar os interesses dos outros dependa das suas capacidades ou das suas caracteristicas com excepção da caracteristica de ter interesses<br />
pag.42 &#8211; principio da diminuição da utilidade marginal &#8211; uma determinada quantidade de algo é mais util a uma pessoa que tenha pouco do que a uma pessoa que tenha muito<br />
pag.46 &#8211; diferentes qi &lt;&gt; diferenças genéticas / ambientais / problemas das médias =&gt; igualdade<br />
pag.48 &#8211; evitar a dor; desenvolver as próprias capacidades; satisfazer necessidades básicas de alimentação e abrigo; disfrutar de relações pessoais calorosas; ser livre de levar por diante os seus proprios interesses sem interferencias<br />
pag.56 &#8211; igualdade de oportunidades =&gt; praticamente impossivel =&gt; questões ambientais<br />
pag.61 &#8211; recompensar o esforço vs pagar mais às pessoas pelo nivel de capacidades que por acaso possuem<br />
pag.70 &#8211; acção afirmativa &#8211; deficiência &#8211; o facto de uma deficiência especifica excluir que se considere uma pessoa para um lugar não significa que os interesses dessa pessoa mereçam menor consideração que uma outra.<br />
pag.71 &#8211; igualdade factual vs igualdade moral</p>
<hr />Nome: <a href="http://www.gradiva.pt/livro.asp?L=21009">Ética Prática</a><br />
Autor: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Peter_Singer">Peter Singer<br />
</a>Editora: <a href="http://www.gradiva.pt">Gradiva</a><br />
ISBN: 972-662-723-0</p>
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		<title>é o ambiente, estúpido</title>
		<link>http://blog.osmeusapontamentos.com/index.php/2004/09/30/e-o-ambiente-estupido/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Sep 2004 21:42:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitorsilva</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ética]]></category>
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		<description><![CDATA[será que é desta que o protocolo de quioto começa a ser implementado? recorri a um dos meus livrinhos favoritos (um só mundo, peter singer, gradiva) para tentar perceber o que está em jogo. deixo só uma passagem. &#8220;&#8230; Lomborg [em The Skeptical Environmentalist] afirma que o Protocolo de Quioto nos conduzirá a uma perda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>será que é desta que o protocolo de quioto começa a ser implementado?<br />
recorri a um dos meus livrinhos favoritos (um só mundo, peter singer, gradiva) para tentar perceber o que está em jogo. deixo só uma passagem.<br />
&#8220;&#8230; Lomborg [em The Skeptical Environmentalist] afirma que o Protocolo de Quioto nos conduzirá a uma perda liquida de 150 000 milhões de dólares. Esta estimativa pressupõe a existência de comércio de emissões entre países desenvolvidos, mas não entre todos os países do mundo. Pressupõe igualmente que os países em vias de desenvolvimentos continuarão a não estar abrangidos pelo Protocolo &#8211; caso no qual o acordo terá apenas como efeito adiar, uns poucos de anos, as alterações clim?ticas previstas. Mas se os países em vias de desenvolvimento se juntarem aos signatários, tendo visto que os países desenvovidos levam a sério a diminuição das respectvas emisções, e se existir comércio mundial de emissões, os números de Lomgborg passam a demonstrar que o pacto de Quioto trará um benefício líquido de 61 000 milhões de dólares.<br />
Todas estas estimativas pressupõem a solidez dos dados de Lomborg &#8211; um pressuposto questionável, pois como poderemos avaliar o preço das mortes, cada vez em maior número, devido a doenças tropicais e a inundações que o aquecimento da Terra provocará?<br />
<span id="more-165"></span><br />
E quanto deveremos pagar para evitar a extinção de espécies e ecossistemas inteiros? Mesmo que conseguíssemos responder a estas interrogações e concordar com os dados utilizador por Lomborg, precisariamos ainda de reavaliar a sua decisão de descontar todos os custos futuros a uma taxa anual de 5%. Uma taxa de desconto de 5% significa que consideramos que perder 100 dólares hoje equivale a perder 95 dólares daqui a um ano, a perder 90,25 dólares daqui a 2 anos e assim sucessivamente. É óbvio que, assim, perder alguma coisa daqui a, digamos, quarenta anos não terá grande importância e, portanto não fará grande sentido gastar agora muito para nos assegurarmos de que não a perdemos. Para ser preciso, a esta taxa de desconto, para nos certificarmos de que não perdemos 100 dólares daqui a quarenta anos só valeria a pena gastar agora 14,2 dólares. Uma vez que os custos da redução das emissões dos gases de efeito de estufa seriam para breve, ao passo que a maior parte dos custos de nada fazer para os reduzir só adviria daqui a várias décadas, a diferença na avaliação dos custos e benefícios é enorme. Suponhamos que o aquecimento não controlado da Terra levava ao aumento do nível das águas dos mares, inundando terra preciosa daqui a quarenta anos. Com uma taxa de desconto de 5%, só vale a pena gastar 14,2 dólares para evitar uma inundação que destruirá definitivamente terras no valor de 100 dólares. As perdas que ocorrerão daqui a um século ou mais vão perdendo importância por não valerem praticamente nada. Isto não se deve à inflacção &#8211; estamos a falar de despesa expressa em dólares já ajustados à inflação. Lomborg justifica a utilização de uma taxa de desconto afirmando que se investirmos agora 14,2 dólares, obteremos um rendimento (completamente seguro) de 5% sobre esse valor e, assim, daqui a quarenta anos ele estará transformado em 100 dólares. Embora a utilização de uma taxa de desconto constitua uma prática económica corrente, a decisão acerca da taxa a usar é muitíssimo especulativa e a aceitação de diferentes taxas de juro, ou mesmo o reconhecimento de incerteza quanto às taxas de juro, têm como resultados rácios muito diferentes entre custos e benefícios. Há tamb?m uma questão ética relacionada com o desconto do futuro. É verdade que os nossos investimentos podem aumentar de valor ao longo do tempo e que nos tornaremos mais ricos, mas o preço que estamos dispostos a pagar para salvar vidas humanas, ou espécies ameaçadas, pode aumentar em igual valor. Estes valores não dizem respeito a bens de consumo, como televisores ou máquinas de lavar loiça, que veêm o seu valor reduzir-se na proporção dos nossos ganhos. <strong>Aplicam-se a coisas como a saúde, algo que, quanto mais ricos somos, mais dispostos ficamos a não olhar a custos para preservar</strong>. Seria necessária uma justificação ética, e não económica, para descontar o sofrimento e a morte, ou a extinção de espécies, simplesmente porque essas perdas não vão ocorrer em quarenta anos. Não se avançou qualquer justificação desse género.</p>
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		<title>definitivamente alter-globalização</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Jul 2004 22:53:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>vitorsilva</dc:creator>
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		<category><![CDATA[globalização]]></category>
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		<description><![CDATA[quando posso ver as fotos que a minha irmã tirou no dia anterior e me enviou por email desde o interior de áfrica, quando posso falar por telemovel com o meu tio que está em trás-os-montes, quando posso escolher em casa a loja online que vende o livro mais barato, quando em segundos sei o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>quando posso ver as fotos que a minha irmã tirou no dia anterior e me enviou por email desde o interior de áfrica, quando posso falar por telemovel com o meu tio que está em trás-os-montes, quando posso escolher em casa a loja online que vende o livro mais barato, quando em segundos sei o que se passa no fim do mundo ou no fim da rua, como posso ser contra a globalização no que ela tem de bom? eu acho que é impossível.<br />
no entanto não tenho como adquirido que a forma como esta globalização está a ocorrer é a melhor, seja a nivel económico, social ou ambiental e obrigado Peter Singer por neste livro &#8220;Um Só Mundo: A ética da Globalização&#8221; demonstrares isso mesmo.<br />
O título do livro reflete exemplarmente a mensagem do livro. O mundo é um só e os seus problemas têm que ser pensados de uma forma global, &#8220;think global, act local&#8221; já diziam os ambientalistas nas décadas de 70/80 e cada vez mais essa necessidade é visivel.<br />
Peter Singer divide o seu pensamento em quatro àreas: ambiente; economia; lei; comunidade; e para além de demonstrar a necessidade de pensar cada uma dessas áreas de forma global/mundial, demonstra também como elas se interligam entre si.<br />
O livro pode por vezes parecer demasiado académico com a profusão de exemplos e referências a outros artigos ou livros mas a explanação exaustiva destes temas agradou-me pessoalmente, já que abordou questões que eu já me tinha posto mas que nunca tinha conseguido responder, nomeadamente a questão do poluidor/pagador, como equilibrar a relação direitos humanos / tradições culturais, relações (normalmente tortuosas) entre economia / ambiente, etc.<br />
brevemente voltarei a este livro, sem dúvida de leitura obrigatória.</p>
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