Sobre a Petição de Regionlização

Declaração de voto
Em relação à petição pela Regionalização que está aqui, eu assinei-a porque acho que concordo com aquilo que acho que eles queriam dizer… é inevitável, qualquer futuro referendo vai estar dependente não do que estiver escrito na pergunta mas na imagem que as pessoas criarem à volta do tema.
Parece-me no entanto que deveria ter um texto menos dado a subjectividades e totalmente “blindado” no que diz respeito a algumas afirmações. Genericamente gostava de ver os indicadores apresentados, suportados por dados ou pela indicação da sua fonte.
Um ponto que acho que deveria ter sido incluido era um que demonstrasse a evolução (a meu ver) negativa dos indicadores no periodo de 1974/2008 já que me parece ser a demonstração mais evidente de que alguma coisa tem que ser feita.
Revendo ponto por ponto:
(1) qual a fonte? ine? banco de portugal? outro? quais os indicadores seleccionados?
(2) “proporções alarmantes” => parece-me uma interpretação pessoal e subjectiva dos dados indicados no ponto (1) eu até posso concordar com o adjectivo mas não me parece que se ganhe nada em incluir este elemento opinativo na declaração.
(3) mais uma vez qual o estudo e ou organismo que publica esses dados? penso que na primeira sessão das conferencias da CMP sobre regionalização foram referidos esses números mas gostava de poder confrontar directamente quem questiona essa informação com dados precisos e não só com diz-que-disse.
(4.1) “contribuirão para a democraticidade da administração dos interesses públicos regionais” => como? na medida em que é mais fácil identificar e responsabilizar os actores locais eliminando assim o efeito de difusão de responsabilidades gerado por exemplo pelos deputados que são actualmente eleitos por disitrito mas que devem representar todo o país, o que normalmente se reflete em não representar nenhuma parte do país?
(4.2) a frase as regiões contribuirão para a “redução do número dos responsáveis políticos actualmente existentes a nível dos 18 distritos” parece-me no minimo polémica. como podem garantir isso? eu teria formulado a frase de outra forma no sentido de indicar que uma regionalização só deveria ir a avante se, entre outras coisas, resultasse numa redução do número de responsáveis políticos e já agora administrativos.
(5) “devem contribuir para o equilíbrio das finanças públicas” – neste ponto e como já foi proposto por algumas pessoas gostaria de algo mais vinculativo, objectivo e mensurável do que o simples contribuir para o equilibrio. o que é esse equilibrio? como é medido? quais as metas a cumprir, de longo prazo e curto prazo? quais as penalizações por não as cumprir.
(7) afirmação no minimo polémica… se calhar são as regiões possíveis mas daí até dizer que é um modelo “bastante consensual”…
(8) eu sei que a constituição é o pilar de todo o edificio jurídico mas a verdade é que esta inconstitucionalidade por omissão só teria impacto se nós tivessemos a noção de que todas as leis que são feitas em portugal são-o para serem cumpridas… para além disso, como também já ouvi dizer, durante muito tempo a consituição apontava para a implementação de uma sociedade socialista e entretanto isso desapareceu.
(9) “Numa época em que a participação cívica e política na vida colectiva, sobretudo ao nível das novas gerações é cada vez menor…” Apesar de ter sido isso que o P.R. focou, a verdade é que não é isso que está escrito no estudo. cf. estudo “Os Jovens e a Política” em pag.3 “os índices de participação social dos jovens são mais elevados do que os da restante população”; e outras apreciações ao documento por exemplo aqui.
(10) wishful thinking e deveria ser apresentado como tal.

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standing on the shoulders of giants

Standing on the shoulders of giants representa a ideia inversa do sindrome not invented here e acho que é uma boa caracterização da forma como o desenvolvimento das ferramentas de suporte à web2.0 tem ocorrido.
Uma das áreas em que isto é mais visivel é a da utilização de JavaScript para desenvolvimento de novas funcionalidades dentro do browser. Esta linguagem que já foi considerada menor por muita gente – provavelmente porque era muito fácil de utilizar – e que devido às diferentes implementações quer da linguagem quer do DOM dos diferentes browsers não era considerada fiável está a ganhar o seu lugar próprio na hierarquia das linguagens de programação.
A principal razão é o aparecimento de várias frameworks que permitem ultrapassar a questão do browser já que criam uma camada de abstracção acima deles que nos permite programar para a framework sem ter que nos preocupar com o ammbiente (normalmente o browser) onde está a ser usado.
Finalmente, a massa crítica que estas frameworks estão a criar á sua volta, bem como a facilidade em as ampliar através de plugins está a desenvolver toda uma rede de potencialidades que está a aumentar de forma significativa aquilo que se pode fazer dentro do browser sem ter que recorrer a outras tecnologias mais ou menos fechadas com o flash.
Claro que não adianta ter as ferramentas de desenvolvimento se não tivermos infraestrutura para as utilizar. É aqui que entram os serviços web com apis públicas que nos permitem criar novas aplicações.
Ou seja finalmente estamos a assumir quando criamos um pedaço de código que ele irá ser usado não só para aquilo que foi pensado mas também para outras coisas que nunca nos lembrariamos de fazer.

Tudo isto para dizer que ultimamente tenho dado mais atenção a coisas como jQuery, e alguns dos seus plugins como o jQuery.Sparkline, o projecto Simile-Widgets, e algumas APIs, nomeadamente as Google Data APIs e os Amazon Web Services.

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directamente do baú – sobre as empresas

Ultimamente tenho andado em limpezas e organizações e por entre alguns ficheiros com nomes estranhos encontrei um com um apontamento sobre a relação empresas / pessoas / sistemas de informação.
A data do ficheiro é 18-maio-1999 14:20

“Eu considero que acima de tudo uma empresa são pessoas. No fundo quando tenho uma qualquer interacção com uma empresa vou sempre contactar com uma pessoa, a empresa serve simplesmente como uma conceito mais ou menos abstrato que agrega um conjunto de pessoas que estão a trabalhar para um mesmo fim, daí que se deva falar em relações não entre empresas e pessoas ou empresas e empresas mas sempre entre pessoas e pessoas, e essas pessoas (clientes-empregados) precisam de informação. A informação que os clientes têm de uma empresa não é mais do que a informação que as pessoas dessa empresa (empregados) lhes fornecem. Torna-se então evidente que os sistemas de informação de uma empresa têm que estar intimamente ligados aos sistemas de informação postos à disposição dos clientes.”

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Auto-Avaliação

Mais algumas notas sobre como encaro a minha profissão e alguns pontos que acho importante verificar periodicamente

Responsabilidade

  • Tendo em conta que um programador / equipa de desenvolvimento não tem normalmente capacidade para influenciar decisivamente o preço, o dead-line e o tamanho da equipa que faz parte
  • Só lhe pode ser pedido o máximo de qualidade no que faz
  • É da responsabilidade do programador / equipa de desenvolvimento conseguir demonstrar essa qualidade.

Avaliação continua

  • De que forma aquilo que faço hoje me vai garantir trabalho (aqui ou noutra empresa) amanhã?
  • De que forma aquilo que faço na empresa em que estou concorre para o seu sucesso?
  • Aquilo que faço na empresa é suficiente para garantir a minha visibilidade externa?
  • O caminho que a empresa quer seguir é um caminho que me interessa?
  • Qual o caminho da empresa / unidade de negocios em que estou envolvido?

Quais os caminhos de crescimento

  • Tenho possibilidade de melhorar as minhas capacidades técnicas?
  • Tenho possibilidade de melhorar os meus conhecimentos numa área funcional?
  • Tenho possibilidade de fazer parte de projectos que sejam visto como inovadores pelos meus pares?
  • Tenho perspectiva de carreira? Hierarquia / abrangência de funções?

Como me enquadro na empresa

  • De que forma aquilo que faço na empresa em que estou concorre para o seu sucesso?
  • Como é que a empresa avalia os seus colaboradores?
  • Quais são os indicadores que usa para minorar a subjectividade de uma avaliação qualitativa?
  • O que é que tenho que fazer para atingir os padrões minimos exigidos?
  • O que é que tenho que fazer para ultrapassar esses padrões?

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Conversão de aplicações

Pediram-me, há umas semanas, para dar uma opinião em relação a um projecto de conversão de uma aplicação já existente.
A ideia é pegar numa aplicação, desenvolvida em Visual Fox Pro, já com um curriculo interessante no que diz respeito a funcionalidades e número de instalações existentes e criar algum mecanismo que lhe permita passar a utilizar o Sql Server como repositorio de dados.
Posto de uma maneira muito simplista diriamos que queremos criar uma aplicação ou fazer as alterações necessárias na aplicação existente de forma a manter todas as funcionalidades de forma a que através de uma opção global possamos indicar gravar os nossos dados. Como disse antes, simples.

As motivações para esta decisão foram as seguintes:

  • técnica – já que o Visual Fox Pro tem uma limitação em relação ao tamanho das tabelas que “só” podem ter no máximo 2GB;
  • comercial – já que o nome SQL Server é muito mais interessante que Visual Fox Pro na mente das pessoas que têm que decidir a compra de este ou aquele produto.

Considerando aquilo que se quer propor ao utilizador final, que ignora naturalmente as diferenças entre plataformas tecnológicas, este é um projecto paradoxal já que queremos vender como um produto novo, um produto que tem que ser exactamente igual ao que já existia no sentido que tem exactamente as mesmas funcionalidades.

Por outro lado a aplicação em questão que por inerência à tecnologia já é bastante performante foi ainda sendo refinada de forma a melhorar essa performance inicial, isto leva a que seja admissivel considerar que uma mudança tão substancial de plataforma tecnológica, leve a um decréscimo, mais ou menos pronunciado dessa performance. Ou seja poderá dar-se o caso do utilizador passar da versão actual para a nova versão que faz exactamente o mesmo mas mais devagar.

Outro ponto importante a ter em conta diz respeito à base inicial de trabalho no que diz respeito ao código e ao próprio ambiente e processo de desenvolvimento. 
O Visual Fox Pro é um produto bastante diferente das linguagens/plataformas da moda (.net e java), já que faz parte do mesmo ramo que o dBase e seus descendentes sendo por isso uma linguagem muito data-centric onde não faz sentido a visão que tradicionalmente nos é vendida das diferentes camadas (dados/lógica/apresentação). (Nota pessoal: não deixa de ser curioso que se trata de uma visão bem mais próxima do Progress do que de .Net)
Este paradigma data-centric permitiu opções de desenvolvimento que não são transparentes num ambiente de desenvolvimento em que temos muito claro onde estão os dados (no servidor de base de dados) e onde está o user interface (no pc do cliente).
Um exemplo muito concreto tem a ver com o preenchimento de grids. Enquanto que no Visual Fox Pro todo o processo de ir buscar os dados de uma tabela com um milhão de registo, fazer scroll up ou down, ou ir para o primeiro ou ultimo registo é bastante transparente e performante, no mundo .Net e afins este processo é mais tortuoso já que temos que aceder à base de dados, carregar tudo o que queremos e despejar no grid e assim arriscamo-nos a carregar um milhão de registos quando na verdade só queriamos meia dúzia com todo o custo de performace associado ou então a ter que implementar estratégias de paging que sendo possiveis e exequiveis representam mais linhas de código e fatalmente maior probabilidade de erros.
Claro que podemos simplesmente questionar qual o interesse efectivo de um grid com um milhão de registos mas isso implica conseguir mudar a forma como os programadores inicialmente desenvolveram a aplicação e os utilizadores que estão habituados a um determinado interface.

Finalmente sendo uma aplicação já com alguns anos e sem nenhuns testes formais desenvolvidos, e aqui estou a pensar em testes unitários, a probabilidade de cairmos em situações em que por mexer num pedaço de código estamos a afectar outro pedaço de código de que não temos noção é muito grande.

Claro que todas estas notas são simples alertas para questões que outras pessoas já sentiram e não são por si só justificativas da opção de seguir com o projecto ou de abandoná-lo.
Para chegarmos a essa conclusão temos que antes conseguir responder a outras questões:

  • o problema técnico que leva a esta decisão não consegue ser resolvido de outra forma?
  • qual o cenário previsivel de vendas desta nova versão? ou seja em quantas vendas prevemos diluir este custo em que estamos a incorrer?
  • é aceitável algum nivel de degradação de performance? se sim que quantificação objectiva podemos definir?
  • qual o âmbito real do projecto? todos os dados têm que ser guardados ou em SQL Server ou em Visual Fox Pro ou podemos ter as duas tecnologias ao mesmo tempo, por outras palavras podemos ter produtos intermédios totalmente funcionais?
  • qual a duração previsivel de vida deste produto? até onde temos que considerar questões de manutenção futura e por isso até onde devemos considerar importante o desenvolvimento de mecanismos que nos permitam melhorar no futuro o tipo e rapidez de resposta nestas manutenções?

Só depois destas resposta terem sido dadas e na certeza de que certamente que nenhuma delas é uma resposta absoluta e definitiva (grow software vs build software) é que podemos chegar a uma conclusão mais confortável já que assente em alguns pressupostos.

 

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natalidade

é de mim ou está toda a gente a ficar grávida… para além da quantidade de grávidas que se vê na rua, pude acompanhar mais ou menos a evolução perto de cerca de 6 gravidas, naturalmente a conversa sobre todas as questões que gravitam a volta desse proceso se tornaram mais frequentes e uma delas tinha a ver com o parto.

conheço amigas que preferem sem discussão a cesariana, outras preferiam um parto semi-natural (já que induzido e com recurso à epidural)… eu como nunca vou sentir na minha pele o que é dar à luz resta-me tentar perceber o porquê de um a ou outra opção.

assim, aqui ficam um links para artigos sobre estas questões. uma nota, do que percebi, é mais facil encontrar “activistas” pro parto natural do que pro parto assistido, daí que estes artigos possam ser um pouco enviezados nas suas observações.

http://sigarra.up.pt/fmup/noticias_geral.ver_noticia?P_NR=623
Uma investigação pioneira realizada em Portugal pela Prof.ª Doutora Teresa Mascarenhas, docente e investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), concluiu que a gravidez e o parto induzem incontinência urinária em 20% das mulheres.

http://www.saudeemmovimento.com.br/reportagem/noticia_exibe.asp?cod_noticia=941
Realizada na Noruega, a pesquisa contou com mais de 15.000 voluntárias, na faixa etária dos 20 aos 65 anos. “O problema foi detectado em 21 % das mulheres que haviam tido parto normal. Em contrapartida, das mulheres que se submeteram a cesarianas, só 16% tiveram a disfunção” explica a médica Guri Rortveit, da Universidade de Bergen.

http://www.gineconews.org/jornal/2000/maio/maio2000_09.htm
Episiotomia mediana e incontinência anal
Recentes estudos epidemiológicos têm indicado que a incontinência anal depois de partos é mais comum do que o se presumia. Até 6 a 10% de todas as mulheres apresentam novos sintomas defecatórios no pós-parto e algo entre 13 e 20% apresentam perda de controle de flatos. Os números são ainda mais altos para aquelas com lacerações de terceiro ou quarto grau

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1006136-EI6618,00.html
Cesárea + parto normal versus a desinformação

http://sobcesaria.blogspot.com/2007/03/vbac-e-induo-farmacolgica.html
VBAC e Indução farmacológica: ajuda ou obstáculo????

http://www.amigasdoparto.com.br/ac019.html
CESÁREA: ESCOLHER E PERDER

http://www.cpdt.com.br/sys/interna.asp?id_secao=3&id_noticia=127
Papel do Fórcipe na Prática Obstétrica Moderna

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é de borla, é bom

a internet é fantástica, e o mundo opensource ainda melhor… só faltava mesmo juntar a isso conteúdos que passaram para o domínio público e a vontade de pessoas que não se importam de passar para formatos digitais conteúdos que de outra forma estariam “escondidos” nesse formato dos seculos passados chamado livro.

Imaginemos o clássico “Guerra e Paz” de Tolstoi e vamos ver o que conseguimos fazer:

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Utilizar o word? isso toda a gente sabe

A propósito do artigo “Do We Really Need Computer Applications Classes?

Fez-me relembrar o ano em que estive a leccionar a disciplina de TIC a 5 turmas do 9º ano.

Por um lado a ideia que todos os putos dominam a tecnologia quando o que acontece é que eles têm mais tempo e predisposição para experimentar, para além de que não têm tantos problemas em estragar alguma coisa como nós…
Depois a constatação de que os conhecimentos de aplicações se resumem a saber por uns smileys no messenger, escrever uns texto básicos no word e eventualmente umas animaçõezitas no powerpoint (acho que tive um ou dois alunos que sabiam inserir o número de página automaticamente num documento)

Finalmente, do que vi nos livros de TIC dessa altura (cerca de 2 anos) a ideia com que fiquei foi que os programas de 9º e 10º eram iguais (como quando andei na escolinha que abordamos 2 ou 3 vezes a revolução industrial nas aulas de inglês).

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despenalização do aborto #2 – notas

sobre a questão de saber quando começa a vida

Para mim é totalmente irrelevante saber quando começa a vida porque eu considero o organismo resultante da fecundação do óvulo pelo espermatozoide como vida já que contem toda a informação necessária para se transformar num ser vivo da nossa espécie.

Não vai nascer um rato, nao vai nascer uma mosca, vai nascer uma pessoa. pelo caminho pode haver malformações resultantes da informação genética ou algum outro problema causado por outros factores externos mas não deixa de ser o inicio da vida. para mim claro.

Assim, para mim, essa questão é totalmente irrelevante. a vida está lá. seja ao fim do primeiro dia, seja ao fim da décima semana… aliás este tipo de questão nunca seria passivel de ser definido rigidamente, por mais que o processo de desenvolvimento do feto seja igual certamente que numas mulheres o estado do feto ao dia 30 é ligeiramente diferente do estado do feto noutra mulher nesse mesmo dia.
se quisessemos definir algum critério teria que ser algo objectivo em relação à condição especifica do proprio feto. mas claro as leis têm que ser genericas e abstractas e por isso simplificamos com a atribuição de uma data que mais ou menos representa alguma coisa.

Já agora não tenho a certeza que nesta matéria, saber quando começa a vida, a medicina seja necessariamente a disciplina melhor equipada para o definir, não acho que um organismo seja o mesmo que um carro em que um engenheiro pode dizer que isto é um carro porque tem motor e rodas… porque não encarar essa definição como uma questão filosófica? religiosa? de um dominio que não o do critério objectivo do ter esta ou aquela parte do corpo desenvolvido? repito, não tenho a certeza que a medicina seja necessariamente a disciplina melhor equipada para o definir mas também não estou a dizer que não faz sentido esse tipo de argumentos… tenho duvidas…, só isso.

Voltando à questão.
para mim desde a fecundação há vida, num estado mais ou menos desenvolvido mas está lá. a consequência que eu retiro daqui é que para mim o valor da vida não é um valor absoluto, ou seja, eu aceito que em alguns caso se mate (porque é isso que eu considero) outro ser vivo. ou levando mais longe o raciocinio, eu valoro a vida, acho umas vidas mais valiosas que outras e é esse critério que utilizo.

aceito que se atribua maior peso à vontade da mulher do que à eventual vontade do feto porque considero que a vida da mulher é mais valiosa do que vida de uma pessoa que ainda não teve oportunidade de viver.

ia dizer que a unica vida à qual atribuo um valor absoluto seria só a minha porque não queria morrer nunca, mas nem isso, já que imagino (dificilmente mas admito) que se me tornasse num vegetal, ou num tetraplegico preferisse morrer a viver numa condição que considero inferior aquela que poderia ter numa situação óptima.

é provavelmente uma visao chocante mas parece-me ser a mais consequente da minha premissa inicial: para mim desde a fecundação há vida, num estado mais ou menos desenvolvido mas está lá.

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